6 de jan de 2012

MASTURBAÇÃO É PECADO


MASTURBAÇÃOQUE DIZ O CATECISMO DA IGREJA

§2352 Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado." Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana".


§2396 Entre os pecados gravemente contrários à castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.

Masturbação é saudável e natural, ou é perversão?

Masturbação é saudável e natural, ou é perversão? Masturbar-se quando solteiro afetará a futura vida matrimonial? E o que dizer quando a masturbação não envolve fantasias sexuais?


Esse artigo explora o assunto – muitas vezes negligenciado – de como a masturbação molda a sexualidade da pessoa.

A Bíblia nos choca ao revelar que não é tanto o compromisso ou os votos matrimoniais o que faz de duas pessoas uma só, mas a relação sexual – até mesmo o chamado “sexo casual” (1 Coríntios 6, 16). Portanto, se tratamos o compromisso conjugal com extremo cuidado, devemos ser ainda mais cuidadosos com qualquer coisa relacionada ao ato sexual.

Se, como o Criador do ato sexual revela, esse ato de alguma forma cria uma união misteriosa entre duas pessoas (Efésios 5, 31-32), o ato sexual é um agente de ligação excepcionalmente poderoso. Portanto, qualquer coisa relacionada com o ato sexual deve ser tratada com muito cuidado, como se estivéssemos manuseando uma super-cola.

Se o ato sexual vincula ou liga duas pessoas, então qualquer prazer sexual sem o parceiro matrimonial continuará ligando poderosamente uma pessoa a algo, mas a ligação será com quaisquer visões ou pensamentos que estiverem presentes durante aquela hora de intenso prazer.

Caso seus pensamento se voltem para alguém com quem você não é casado, então aos olhos de Deus isso será tão errado moralmente quando o próprio ato sexual fora do casamento, seja antes dele ou seja um adultério (Mateus 5, 27-30), e isso não é uma condenação, mas um chamado à santidade.

Se você é solteiro, na hora da masturbação seus pensamentos se voltam para uma pessoa imaginária do outro sexo, então você estará criando vínculos com características do sexo oposto que seu (sua) futuro(a) esposo(a) provavelmente não terá.

Para algumas pessoas, a ligação criada pela auto-estimulação sexual será com a visão do próprio corpo. Se for assim, será isso – e possivelmente a visão de pessoas do próprio sexo – que começará a dominar suas paixões. Nem todo mundo irá por esse caminho, mas, de um modo ou de outro, o contexto no qual a pessoa repetidamente experimenta o prazer sexual irá moldar sua preferência sexual.

Se seus pensamentos durante o prazer sexual não estão focados em uma pessoa, mas em coisas neutras, então a atração ao sexo oposto começará a diminuir, e você estará fazendo uma forte lavagem cerebral em si mesmo; treinando suas reações mentais e corporais para desvalorizar o ato sexual: se corrompendo ao ponto de, para você, o ato sexual se tornar superficial, ao invés de ser o ponto mais alto de uma união interpessoal.

O vínculo sexual deve ser reservado exclusivamente ao casamento, ao esposo e esposa. Tudo o mais fora disso é perversão. O vínculo sexual não deve ser usado para ligar alguém com uma outra pessoa, um estranho, um animal ou um objeto.

A masturbação cultiva o desejo de sensações que diferem das que normalmente são geradas pelo ato matrimonial. O quanto isso vai ser destrutivo para relações heterossexuais vai variar de pessoa para pessoa. Mesmo no caso mais leve, entretanto, parece inevitável que a masturbação enquanto solteiro irá, no mínimo, afetar o aproveitamento e a apreciação da singularidade das relações matrimoniais.



Masturbação e pornografia: como parar de se masturbar

Por Raymond Lloyd Richmond, Ph.D.

Perguntas e Respostas

Há cerca de um ano atrás eu fui para a confissão, e disse ao Padre que me masturbava e que via pornografia. Disse também o número de vezes, e também que já tinha ido comungar antes de confessar esses pecados. O padre então me disse que nada daquilo era pecado mortal no meu caso, porque aquilo estava me levando para o amor, e que eu devia continuar a comungar. O que dizer disso? Essa resposta me confundiu. De qualquer modo, continuo a ter problemas com esses vícios, e não sou capaz de resistir às tentações. Ainda vejo pornografia e ainda me masturbo. O que é que não consigo compreender, ou qual minha motivação por trás desse desejo, e por que não consigo parar?


Você já ouviu o ditado: “Com um amigo desses, você não precisa de inimigos”. Olha, com um padre como esse que você encontrou, você não precisa de demônios que tentam perder a sua alma. Jesus Cristo disse a Pedro: “Alimentai minhas ovelhas” (João 21, 15-19). No entanto, padres como esse estão alimentando suas ovelhas entregar para os lobos!

Ponto de vista teológico

Esse padre está errado teologicamente porque (a) o próprio Jesus Cristo nos disse que a luxúria – mesmo a luxúria apenas no coração – é um pecado mortal (1), segundo Mateus 5, 28. Ele também está errado porque (b) a Tradição da Igreja Católica preservou o ensinamento de Cristo através das gerações, e porque (c) o Catecismo da Igreja Católica (parágrafos 2351 a 2354) continua confirmando esse ensinamento.

Ponto de vista psicológico

Além disso, esse padre está errado psicologicamente, porque ele não entende o que é, realmente, o amor.

Auto-estimulação autística (ou seja, masturbação), não é uma questão de amor, é uma degradação do amor. O verdadeiro amor não busca nada para si próprio; ao invés, o verdadeiro amor é um ato de auto-sacrifício em prol da salvação das outras almas. A masturbação quer tudo para si; é uma forma sutil de vingança por não ter recebido o amor dos seus pais – especialmente o amor do pai.

Quando era criança, você se sentiu sozinho e abandonado, e teve que resolver as coisas com as próprias mãos. Você, basicamente, teve que crescer por si mesmo, sem a orientação dos pais. Então agora, já adulto, quando você se sente incapaz, sozinho, e abandonado, o que você faz? Você resolve as coisas com as próprias mãos – literalmente.


A pornografia surge da necessidade de depreciar uma “outra” pessoa. Na superfície, parece que a pornografia é apenas uma questão de prazer erótico. Mas quando o corpo humano se torna um brinquedo biológico, ele perde toda a dignidade humana, e sua degradação é um ato de agressão. A hostilidade pode ser inconsciente, ou pode ser abertamente violenta, mas, seja qual for o caso, tem sua raiz no ressentimento. E a quem esse ressentimento é dirigido? Como em todas as coisas psicológicas, o ressentimento se volta contra os pais. Lá no fundo, debaixo de toda aquela aparente excitação, e apesar da atração pelo que está sendo visto, existe escondida no escuro uma necessidade de machucar e insultar – “voltar a” – o que está por trás das cenas: uma mãe que devorou, rejeitou, ou abandonou, ao invés de cuidar; ou um pai que deixou de ensinar, guiar e proteger.

O erro nos fatos

Finalmente, esse padre está errado na própria realidade dos fatos, porque seu conselho não lhe ajudou em nada, além de confundir você.

Então, por que você se masturba?

O desejo de se masturbar

A ânsia em se masturbar começa porque, de algum modo, você tem se sentido incapaz, sem esperança, ou desfavorecido. Ela cresce em você por causa da (a) raiva inconsciente dos pais por eles não terem cuidado de você com amor verdadeiro, e (b) raiva inconsciente de si mesmo por se sentir tão incompetente devido à falta de amor verdadeiro. Esses sentimentos de desesperança e vazio variam em seus detalhes, de pessoa para pessoa e de situação para situação. Mas a questão é que, ao invés de se voltar para Deus na hora da sua dor emocional, você se deixa levar pelo desejo de resolver as coisas com as próprias mãos e se aliviar você mesmo do próprio desespero. Literalmente.

Onde está o amor nisso tudo? Esse tipo de comportamento não leva você ao amor, ele arrasta você direto para o hedonismo sado-masoquista do inferno.

O processo de cura

Para ficar curado dessa escravidão, primeiro aprenda a reconhecer esses sentimentos de desesperança e vazio, logo quando começam a aparecer. Perceba como eles se manifestam nas suas circunstâncias particulares. Será que eles surgem porque você está sobrecarregado de obrigações, sem assistência e orientação adequada, de modo que você se sente fatigado e solitário? Será que eles são uma questão de se sentir ofuscado pelos outros, de se sentir insultado e esquecido? Será que eles surgem a partir da sua própria confusão interior e da sua falta de confiança, de modo que você se sente preso e frustrado? Ou será que o problema está em outra questão?

Daí, então, transforme os sentimentos em linguagem; ou seja, explique conscientemente para si mesmo como esses sentimentos se conectam a sentimentos similares da sua infância. Lembre-se dos verdadeiros eventos da sua infância que fizeram surgir esses sentimentos, e descreva-os em detalhe.

Por fim, junte tudo isso e leve para a presença de Jesus Cristo, em oração. Peça que Ele lhe dê coragem e força para seguir em frente no meio desses sentimentos dolorosos, até alcançar a confiança na proteção divina. Procure a humildade da confiança, e não a satisfação de competir com os outros para fazer você se sentir mais forte. Admita sua miséria, e peça a graça para amar e para rezar por todos – mesmo seus inimigos – apesar do tratamento errado que você recebeu dos seus pais na infância, e que continua a receber, mesmo agora, de outras pessoas. E peça a Deus que o desejo de ter e sentir o verdadeiro amor cresça em você, e se sobreponha a todos os outros desejos.
Faça isso e você não apenas vai compreender o amor, você vai começar a vivê-lo.

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