Exorcismo

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Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

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2 de jul. de 2010

Os falsos profetas na Igreja da atualidade


O Senhor Jesus nos alertou de que no tempo do fim apareceriam muitos falsos profetas e falsos cristos (Mt 24, 4). Pois bem. De fato, estamos assistindo um festival cada vez maior de pessoas de grande mídia que se enquadram nessa categoria. Ultimamente, a Igreja tem sido atacada de todos os lados, por se posicionar contra o aborto- assassinato-, contra pesquisas com embriões- eugenia-, bem como contra o matrimonio entre homossexuais- o que é claramente contrário a Palavra de Deus (Rm 1, 27). Não obstante essa defesa apologética das verdades “racionais” da fé cristã, o fato é que muitos, de dentro da própria Igreja, insistem em defender tais postulados, querendo com isso conciliar o que acreditam ser a fé cristã e as modas da atualidade. Ledo engano, já que “não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios” ao mesmo tempo (1 Co 10, 21). É certo que muitos o fazem por ignorância. Não me refiro a esses. Refiro-me, sim, aos que, intencionalmente, o fazem para destruir a Igreja e o Evangelho do Reino de Cristo. Estou a falar dos falsos profetas.

São claramente os próprios falsos profetas que insistem em atacar a Igreja, embora muitos deles estejam dentro da própria Igreja como lobos disfarçados, cujo objetivo é enfraquecer a Igreja por dentro e destruí-la nas entranhas. Muitos deles são marxistas revolucionários, mas se dizem cristãos, embora não acreditem que Deus é realmente capaz de transfigurar a terra e o céu em nossa terra e novo céu (Ap 21, 1) e queiram eles mesmos transformar a realidade através de uma revolução política- ou seja, querem realizar um paraíso na terra por suas próprias mãos. Outros, embora não sejam marxistas, continuam sendo revolucionários, pois acreditam possuir uma inteligência superior para transformar esse mundo em uma paraíso desenhado pelas suas “brilhantes mentes”, o que eles mesmos chamam de nova ordem mundial. Ainda existem aqueles que, pertencendo a movimentos contrários a Palavra de Deus e a Cristandade de uma forma geral, infiltram-se na Igreja com o fim de destruí-la por dentro, tal como os marxistas também o fazem. É o caso do movimento gay.

No primeiro caso, temos como exemplo claro a Teologia da Libertação ou ainda padres e pastores que apóiam descaradamente a revolução gramsciniana em marcha no Brasil, dizendo tratar-se de uma “revolução pelo social”.
No segundo, temos os globalistas de um modo geral, tais como os bilderberg´s, o CFR e a Comissão Trilateral.
No terceiro, temos como exemplo o movimento gay, articulado para a destruição da Igreja. Querem legalizar não uma conduta sexual, mas sua verborragia criminosa contra os cristãos, de forma a penalizá-los por exercer o direito constitucional a serem cristãos e pregar a Palavra de Deus. Querem, na verdade, criminalizar opiniões contrárias as deles, em um legítimo ato de tirania pela opinião contrária. E o que é pior: chamam isso de “democracia”.
Os últimos ataques contra a pessoa do Papa Bento e contra a Igreja Católica como um todo, a qual eles acusam de parcimônia com a pedofilia, não tem outro objetivo senão entronizar na cultura a promoção de um ódio coletivo contra a Igreja, de forma a manchar a força cultural e moral que a Igreja de Roma possui na promoção do Evangelho. De fato, tais ataques não são aleatórios, mas propositais, partindo tanto da imprensa anticristã como também dos movimentos contrários a Igreja, dos quais, como já salientei, muitos se infiltraram na mesma. É o caso dos pedófilos que, dizendo-se padres, na verdade não o são. Decerto, ou são infiltrados desses movimentos ou são pedófilos que encontraram na Igreja um campo para suas práticas perversas, disfarçando-se de padres. Não são padres, mas falsos profetas que, interessados em qualquer coisa menos no Evangelho, entram nos seminários com objetivos pré-concebidos.
Tal estratégia já tinha sido utilizada pelos marxistas que, partindo disso, fundaram a teologia da libertação, que pode ser qualquer coisa menos um movimento “católico”.

Na Igreja Evangélica a situação não está diferente. Os falsos profetas estão proliferando. Ainda que o foco do ataque não seja exatamente o mesmo, já que a Igreja Católica é forte pela cultura, o que demonstra que a guerra nesse campo é cultural, o fato objetivo é que na Igreja Evangélica os ataques dos lobos devoradores- avarentos disfarçados de pastores- estão cada vez mais produzindo resultados. Eles enganam a muitos, como disse o próprio Senhor. Prometem profecias que não são de Deus, exigem dízimos “superiores à décima parte” do Senhor, usam as Igrejas e os fiéis como mercados e palanques políticos, enfim, minam a Igreja por dentro, a fim de destruí-la. Para esses, o exemplo de Paulo aos Coríntios é salutar: “estou pronto para ir visitar-vos, uma terceira vez, e não vos serei pesado. Pois não busco os vossos bens, busco somente a vós” (2 Co 12, 14). Pergunte-se a si mesmo: o que esses falsos líderes estão buscando: a salvação de almas, como Paulo, ou as ofertas e os dízimos?

Esses ataques coordenados contra a cristandade derivam tanto da governança espiritual de Satanás sobre o mundo pecaminoso em que vivemos, bem como pela liderança de seus representantes no nível natural, quais sejam os movimentos indicados, liderados pelos falsos profetas. Os inimigos da Igreja estão ganhando cada vez mais força. E o Senhor Jesus nos disse para que nos guardássemos dos falsos profetas, pois nos tempo do fim apareceriam muitos deles. Você está se guardando dos falsos profetas?

Autor: Marcus Boeira, mestre e doutorando em Direito do Estado pela USP, é professor de Teoria do Estado e Direito Constitucional

1 de jul. de 2010

MARIA PORTA DO CÉU (Anderson Luiz dos Reis)


É de se perceber que no vocabulário católico a palavra céu tem sido pouco mencionada, e por muitas vezes esquecida e desacreditada. Porém, olhando os grandes autores e escritores de todos os tempos, que muitos enfatizaram a respeito de metas em nossa vida, eu pergunto: qual a maior meta de nós, católicos? E respondo: Sem dúvida alguma, possuir a gloria eterna. E vemos nas Sagradas Escrituras evidências desta verdade que acabamos de escrever nos lábios do próprio Jesus: ”Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, Eu não vos teria dito; pois Vou preparar-vos um lugar”. (Jo 14,2). E que lugar é este? Este é o lugar comprado na cruz, com todo o Seu Sangue, para que ,lavados e purificados de nossas faltas, possamos adentrar e morar eternamente com nosso Senhor e por toda eternidade render-Lhe glórias e louvores.
Creio que muitos que estão lendo este texto, sentiram manifestações interiores diferentes, mas duas predominantes. Primeiro: Eu quero ir para lá. E a segunda: É muito difícil ir para lá. Escrevi estas duas, pois a primeira faz parte de nossa vocação, que como dizia S. Paulo: “Nós, porém, somos cidadãos do céu...” (filp 3,20). E em outros trechos: “Se é só para esta vida que temos colocado a nossa esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de lástimas”. (I cor 15,19). E a segunda, sendo difícil e estreito o caminho, como dizia Nosso Senhor: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram” (Mt. 7, 13).
Muitos desistem, perdem a esperança e se entregam aos pecados mais horrendos, vendo as suas forças esgotadas e sem perspectiva de vitória. É particularmente para estes que escrevo, pois muitos santos no seu abismo de miséria humana, mas com um desejo convicto de ir para o céu, nos ensinaram um caminho mais curto e certo, sem erro algum de percurso. E começo a falar de uma resposta de S. Pio, a uma jovem desejosa do céu, que um dia perguntou-lhe: “Padre, tem algum atalho para ir ao céu? Ao que ele responde: “Sim, o atalho é a Virgem Maria”. E isto não é de difícil compreensão, já que S. Agostinho dizia: “A Virgem Maria é o caminho que Jesus serviu para vir até nós, e também é o caminho que devemos servir para ir até Ele”. Muitos não entendem esta afirmação, pois dizem que nas Sagradas Escrituras o próprio Jesus disse em João 14, 6: “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai se não por mim”. Esta afirmação está correta, porém Jesus disse que é o caminho que leva ao Pai, e S. Boaventura disse que “Maria é o caminho que leva a Jesus”. E diante deste abismo de misericórdia divino, Deus nos presenteou a Virgem Maria como a porta do céu. Quem compreendeu bem isto foi S.Cura d’Ars, que escrevia : “para entrar em um prédio precisamos passar pelo porteiro; para entrar no céu precisamos passar por Maria”.
Não apenas S. Boaventura, mas inúmeros santos que colocaram a sua esperança na Santa Mãe de Deus, como S. Ambrósio, que dizia: “abre-nos, Senhora, as portas do céu, já que tu tens a chave:” E S. Boaventura confirma-nos: “A todos os que confiam na proteção de Maria, ser-lhes-ão abertas as portas do céu”. É claro que ao lermos isto não vamos ficar como católicos parasitas, sem esforço algum, pensando que a Virgem fará tudo. É claro que não, pois S. Felipe Neri dizia: “O paraíso não foi feito para os preguiçosos”; e também: “Quem não procura salvar-se é um louco”. E em cima disto, escreveu: “quem não procura Maria para salvar-se é um louco”. Neste momento que escrevo, vejo uma imagem de dois carros em uma pista, um fusca branco e uma Ferrari vermelha, para apostarem uma corrida a um determinado rumo. É claro que, se eu perguntar a você, querido leitor, se fosse você a ser escolhido para esta prova, e tivesse a oportunidade de escolher o carro, a sua resposta seria clara e objetiva: você pegaria a Ferrari e concluiria a vitória. E nesta vida, em que corremos neste vale de lagrimas, corremos juntos a Virgem para que nos dê a vitória e nos leve a possuir a coroa da Glória Eterna. E isto que acabo de escrever é algo parecido com a visão de Frei Leão, que certa vez, como de costume, foi levar flores ao túmulo de S.Francisco de Assis, e enquanto depositava as flores no túmulo, meditava sobre as verdades eternas. Porém acabou adormecendo e teve uma visão do Dia do Juízo. Viu que de uma janela do Céu aparecia Jesus acompanhado de S. Francisco. Fizeram descer uma escada vermelha, que tinha os degraus muito compridos, de tal maneira que era impossível subir por ela. Todos peregrinos tentavam e pouquíssimos conseguiam subir. Passado certo tempo, subiu um clamor da terra ao Céu e viu-se abrir outra janela, na qual apareciam novamente Jesus e S. Francisco, mas também a Virgem Maria ao lado do Senhor. Então lançaram outra escada, desta vez branca e com os degraus mais curtos. E os peregrinos, com imensa alegria, subiam. Quando alguém se sentia fraco, a Santíssima Virgem animava-o chamando pelo nome e enviando anjos para ajudá-lo. E assim foram subindo, um atrás do outro. E é para você, peregrino, que luta pela santidade, que anseia pelo céu. Este é o caminho mais curto e fácil que nos leva a sermos santos, pois o bem aventurado José Alamano nos ensinara: “Procurar a santidade sem Maria é como tentar voar sem asas”.
E é voando nestas asas da liberdade da vida santa, buscando as coisas do alto aonde a Virgem nos ensina olhar que lhe escrevo para que reavive a esperança. Exortando-lhe a saber que você não é órfão, mas tem uma Santa Mãe Medianeira de todas as graças, capaz de lhe acumular das graças da santidade e emenda de pecados, pois como dizia S. Agostinho: “Maria é a esperança dos pecadores”. É a você que escrevo, para que com determinação se consagre à Virgem Maria, sendo fiel ao Rosário, à ponte que te salva, e lutar com a esperança dos Santos, que no derradeiro momento o socorro materno da Virgem Maria virá ao teu encontro e te levará pelas mãos para ser recebido por Seu Filho, Jesus, pois para entrar no céu terás que passar por uma porta e esta porta é Maria, sua Mãe que te ama, e que disse em Fátima: “Muitas almas vão ao inferno. Para salvá-las, meu filho, terás que estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”. E você, que acaba de ler este texto, está sendo vocacionado a se consagrar a este Coração que tanto o ama e que ao seu lado, por toda eternidade, quer estar.  
Frases para meditar:
“Ser vosso devoto, ó Virgem Maria, é uma graça que o Senhor concede àqueles que Ele
quer salvar”. (S.João Damasceno).
“Todo aquele que é assinalado pela devoção à Virgem Maria, seu nome será assinalado no livro da vida (S. Boa Ventura)”
“Quem ama Nossa Senhora pode estar tão certo do paraíso, como se nele já estivesse”. (S.Afonso).

 “Oh, Maria: tendes o poder de restituir a salvação até aos mais desesperados”; (S.Pedro Damião).

Oração: Ó Virgem Imaculada, sendo eu pecador, pequeno e sem forças, recorro ao Vosso Auxílio, Arca da Salvação, para que consagrado a Ti, ó Mãe, seja alvo de Sua Misericórdia Materna, e por seus merecimentos, seja levado ao Paraíso Celeste, para estar face a face com a Trindade Santa, e adorá-la por toda eternidade. Amém.



Nossa Senhora do Rosário de Fátima .
Rogai por nos.


Autor: Anderson Luiz dos Reiz, (Fundador da equipe missionária Regina Apostolorum).

30 de jun. de 2010

Mais Almas vão para o Inferno por Pecados da Carne do que por qualquer outra razão (palestra)















"Mais Almas vão para o Inferno por Pecados da Carne do que por qualquer outra razão" já dizia Nossa Senhora em Fatima, ouça essa maravilhosa palestra que ira abrir seus olhos para o que Nossa Senhora em Fatima quer nos alertar sobre o fim dos tempos e sobre o mundo que estamos vivendo .
Clique para ouvir a palestra.
http://www.fatimaondemand.org/brazil_07/pt/audiofiles/pt-18.wma









Michael Matt
Editor do “The Remnant”. Autor das “Fábulas Cristãs, Lendas de Natal” e “Gods of Wasteland (50 anos de Rock 'n' Roll)”, proferindo conferencias a grupos Católicos por todos os Estados Unidos e Canadá.

29 de jun. de 2010

A Imaculada Conceição da Virgem Maria


"Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo" (Lc 1,28)
A Imaculada Conceição da Virgem Maria é uma Verdade, que a Igreja discerniu com o tempo, assim como o fez ao ensinar que Cristo possui duas naturezas (a humana e a divina). Neste opúsculo, na medida que o Senhor nos permitir, procuraremos expor esta doutrina mostrando sua perfeita comunhão com as Sagradas Escrituras.

A Doutrina
O credo na Imaculada Conceição da Virgem Maria consiste em que Deus no momento da conceição da Virgem (união da alma com o corpo) impediu que sua alma (criada por Deus) fosse manchada pelo corpo, que possuía o germe corrompido do pecado original. Deus fez isso pelos méritos de Cristo, a fim de preparar o tabernáculo onde Cristo entraria e chegaria ao mundo.
O Testemunho de São Lucas
Uma das provas da imaculada conceição da Virgem Maria está na saudação do Anjo Gabriel. São Lucas, ao registrar que a Maria é ?cheia de graça? utilizada a palavra grega ?charitoo?, que é utilizada na Sagrada Escritura para designar a Graça no sentido pleno ou em toda sua plenitude.
Por esta razão, São Jerônimo, o maior especialista cristão nas línguas sagradas, no séc. IV ao traduzir as Escrituras para o latim (versão conhecida como Vulgata), traduziu a expressão grega como "gratia plena", que em português seria ?graça plena?.
Que plenitude da Graça era essa que Maria alcançou? Era a Graça original, a Graça perdida no tempo em a nossa natureza humana não estava sujeita ao pecado, mas caiu nele por livre escolha.
Deus ao preservar a Virgem da transmissão do pecado original, a transforma em uma Nova Eva, Mãe da Igreja e dos Cristãos.
A Necessidade da Imaculada Conceição
O pecado é a ofensa a Deus, ele O entristece, desta forma, a Segunda Pessoa da Trindade não poderia ser concebido em um ventre sujeito ao pecado. Ora, quando recebemos alguém em nossa casa procuramos deixar a casa em ordem, limpa, para que nossos convidados se sintam bem, se sintam acolhidos. Devemos entender a imaculada conceição da Virgem, como esta arrumação, providenciada pelo próprio Deus, pelos méritos de Cristo, para que Ele pudesse se encarnar.
Uma figura da Imaculada Conceição está no livro de Josué, onde lemos:
"Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar diante de vós o Jordão. Tomai doze homens, um de cada tribo de Israel. Logo que os sacerdotes que levam a arca de Javé, o Senhor de toda a terra, tiverem tocado com a planta dos seus pés as águas do Jordão, estas serão cortadas, e as águas que vêm de cima pararão, amontoando-se. O povo dobrou suas tendas e dispôs-se a passar o Jordão, tendo diante de si os sacerdotes que marchavam na frente do povo levando a arca. No momento em que os portadores da arca chegaram ao rio e os sacerdotes mergulharam os seus pés na beira do rio - o Jordão estava transbordante e inundava suas margens durante todo o tempo da ceifa -,as águas que vinham de cima detiveram-se e amontoaram-se em uma grande extensão, até perto de Adom, localidade situada nas proximidades de Sartã; e as águas que desciam para o mar da planície, o mar Salgado, foram completamente separadas. O povo atravessou defronte de Jericó" (Js 3,11-16) (grifos meus).
Da mesma forma como nos tempos de Josué, o Senhor impediu que as águas do Jordão tocassem a Arca da Aliança, o Senhor também impediu que as torrentes do pecado original tocassem a alma da Virgem no momento de sua conceição, com o fim único de preparar o tabernáculo pelo qual Cristo viria.
Por isso o escritor sagrado deixou registrado: "Porém, já veio Cristo, Sumo Sacerdote dos bens vindouros. E através de um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo)" (Hb 9,11) (grifos meus).
Se a Virgem não foi preparada para ser a Mãe do Salvador, ela de forma alguma seria "um tabernáculo mais excelente e mais perfeito ".
Respondendo às objeções
1 - A Bíblia afirma que todos pecaram
Alguns apresentam como principal objeção à Imaculada Conceição, as seguintes palavras de São Paulo: "com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus" (Rm 3,23).
Essa é uma lei geral, mas sabemos que existem exceções a leis gerais. Por exemplo, também está escrito: "Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo" (Hb 9,27).
No entanto o morto que Elizeu ressuscitou, Lázaro, a filha do Centurião, e tantos outros exemplos de pessoas que foram ressuscitadas, morreram duas vezes.
Devemos nos lembrar que São Paulo escreveu em grego. Onde lemos "todos" ele utilizou a palavra  "pas" que também possui sentido mais geral. Esta palavra designa cada indivíduo de um gênero ou grupo se precedida do mesmo, caso contrário ela tem sentido coletivo de forma geral.
Por exemplo, em Mt 1,17 lemos: "Portanto, [todas] as gerações, desde Abraão até Davi, são quatorze. Desde Davi até o cativeiro de Babilônia, quatorze gerações. E, depois do cativeiro até Cristo, quatorze gerações" (Mt 1,17).
No português, a palavra "todas" (que coloquei entre colchetes) não aparece, mas ela está presente no original grego, onde o versículo começa da seguinte forma: "oun pas genea". A expressão "pas genea" significa "todas as gerações". Assim o escritor sagrado quer deixar bem claro que de Abraão até Davi, TODAS as gerações sem exceção foram quatorze.
"Sua fama espalhou-se por toda a Síria: traziam-lhe [todos] os doentes e os enfermos, os possessos, os lunáticos, os paralíticos. E ele curava a todos" (Mt 4,24).
Assim como no exemplo anterior, a palavra "todos" que não aparece no português, está presente no original grego. A expressão "todos os doentes" foi escrita em grego como "pas kakos echo". Aqui também o escritor sagrado quer deixar bem claro que Jesus curou TODOS os doentes que lhe trouxeram, sem exceção.
Já que demonstramos o uso de "pas" na totalidade, vamos demonstrar o uso de forma geral.
Por exemplo, ainda em Mateus lemos: "Sereis odiados de todos por causa de meu nome, mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mt 10,22). Em grego o versículo começa da seguinte forma: "kai esomai miseo hupo pas dia mou onouma". A expressão  "hupo pas dia mou onouma" significa "por todos por causa do meu nome ".
Aqui o evangelista está se referindo a "todos" de forma geral, não a todos sem exceção, pois, nem todos os homens odiaram os cristãos por causa de Cristo.
O que queremos demonstrar é que "pas" como foi empregado por São Paulo, não tem o sentido de TODAS as pessoas sem exceção, mas significa as pessoas de forma geral. Além do mais, se quisermos dar a  "pas" um emprego que o Apóstolo não deu e que pela exegese bíblica ela não tem, cairíamos em heresia, pois deveríamos afirmar que Cristo também pecou, já que também era homem. Se "todos" são todos os homens, por conseqüência deveremos negaremos que Cristo é verdadeiro homem. Se Cristo foi exceção, por quê não poderá ter havido outras exceções? Estaria Deus limitado a operar tal milagre?
Lamento muito, mas Rm 3,23 não pode ser usado para negar a Imaculada Conceição da Virgem Maria.
2 - Maria não pode ser imaculada, pois afirma que Deus é seu Salvador
Outra tentativa para negar a Imaculada Conceição da Virgem, são as palavras dela mesma conforme o testemunho de São Lucas: "E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador" (Lc 1,46-47).
Sinceramente, eu não vejo como a Graça de Deus operada na Virgem possa negar que este mesmo Deus seja seu o Salvador. Seria o mesmo que dizer que Deus não é o salvador de Elias, por tê-lo arrebatado em vida.
Um bombeiro que tira alguém soterrado em um buraco ou que impede que alguém caia e seja soterrado em um buraco, por acaso não foi o salvador de ambas as vidas?
Muitos cristãos crêem que Moisés não morreu de fato, devido ao mistério que a Escritura coloca sobre sua morte. Se Deus realmente ressuscitou Moisés, por acaso deixou Ele de ser seu Salvador?
São Paulo no ensina que "Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (1 Cor 15,14) e ainda "E se Cristo não ressuscitou, é inútil a vossa fé, e ainda estais em vossos pecados" (1 Cor 15,17).
Isso mostra que Jesus se tornou nosso Salvador após Sua morte e ressurreição. Então, como Deus poderia ter sido o Salvador da Virgem no momento da anunciação? A resposta é simples: da mesma forma como foi o Salvador de Elias e Moisés, isto é, através de uma operação extra-ordinária da Sua Graça. Desta forma, as palavras da Virgem Maria não negam o milagre nela operado, ao contrário, só o confirmam, pois ela declara que Deus é o seu Salvador, mesmo antes do mesmo ter nascido, morrido e ressuscitado.
3 - Jesus não necessitaria que Sua Mãe fosse imaculada, pois poderia operar na Sua própria conceição o milagre que os católicos crêem que foi operado na Virgem.
Primeiramente, com exceção dos Adventistas, todos os cristãos concordam que Jesus era imaculado. E isto está mesmo presente no ensinamento Paulino, onde lemos:
"Porque vós sabeis que não é por bens perecíveis, como a prata e o ouro, que tendes sido resgatados da vossa vã maneira de viver, recebida por tradição de vossos pais, mas pelo precioso sangue de Cristo, o Cordeiro imaculado e sem defeito algum, aquele que foi predestinado antes da criação do mundo e que nos últimos tempos foi manifestado por amor de vós" (1 Pd 18-20) (grifos meus).
Uma coisa é ter pecado em Adão e outra coisa é pecar pessoalmente. Pecar em Adão é nascer com a mancha do pecado original. Pecar pessoalmente é cometer algum pecado.
São Paulo quando afirma que Jesus era imaculado, testifica que Ele em sua natureza humana não possuía a mácula do pecado original, por isso chama o Senhor de "o Cordeiro imaculado". E para confirmar que Jesus não possuía o "defeito de fabricação" que a natureza humana herdou de Adão, complementando "e sem defeito algum". Então São Paulo nos ensina que Jesus é "o Cordeiro imaculado e sem defeito algum" do pecado de Adão.
É verdade que o mesmo milagre que nós católicos cremos que Jesus operou em Sua Mãe, ele poderia ter operado na sua própria conceição. Mas como já expomos, e queremos lembrar, o pecado é a ofensa a Ele, por isso ele JAMAIS poderia ser concebido num ventre sujeito ao pecado.
Também devemos lembrar que o "precioso sangue de Cristo" é o mesmo sangue de Maria. Os cromossomos do Senhor são 100% marianos.
Por isto, Salomão inspirado pelo Espírito Santo profetizou sobre a encarnação do Verbo: "A Sabedoria não entrará na alma perversa, nem habitará no corpo sujeito ao pecado" (Sb 1,4). E por esta mesma razão o autor de Hebreus, chama o ventre de Maria de "um tabernáculo mais excelente e mais perfeito, não construído por mãos humanas (isto é, não deste mundo)" (cf. Hb 9,11).

Mártires dos nossos dias



















Os cristãos estão sendo martirizados mais do que em qualquer outro época da história da cristandade. Pe. Paulo Ricardo nos leva a mergulhar na teologia do martírio.


Clique aqui e ouça a pregação.

28 de jun. de 2010

Aborto é inserido como tema de novela da Globo











- Em um editorial aparecido no Jornal Diário de Marília e divulgado pelo Movimento em Defesa da Vida (MDV), o Dr. Valmor Bolan critica a Rede Globo por colocar o aborto como tema da sua novela Passione.

O sociólogo denuncia também que o aborto “não é somente uma questão de saúde pública, mas uma estratégia política de poderosos grupos econômicos que interessam impor a mentalidade anticonceptiva na sociedade brasileira e também na América Latina”.

“Pela primeira vez, a Rede Globo coloca como tema da novela das nove, a questão do aborto. Alinhada com o pensamento do governo federal (que há quase duas décadas tenta legalizar o aborto no Brasil), sua abordagem é reforçar o discurso do governo, que defende o aborto como questão de saúde pública”, relata o Dr. Bolan em seu artigo.

Ele recorda também que o PL 1135/91, “que tramita no Congresso Nacional, foi rechaçado pela Comissão de Seguridade Social e Família, em dezembro de 2005, e novamente repudiado pela mesma Comissão da Câmara dos Deputados, em 7 de maio de 2008, por unanimidade (33 votos a zero), fato inédito na história do parlamento brasileiro, principalmente se tratando de deliberações controversas. O mesmo projeto de lei foi reprovado também pela Comissão de Constituição e Justiça, devendo ser apreciado e votado pelos deputados da próxima legislatura”.

“Não sendo possível aprovar a legalização do aborto pela via legislativa, há empenho de muitas ONGs e entidades pró-aborto em viabilizá-lo via judiciária, com a aprovação da ADPF 54, que visa autorizar o aborto em casos de anencefalia pelo Supremo Tribunal Federal, abrindo assim a porta para a legalização do aborto no Brasil, conforme declaração do Ministro Marco Aurélio Mello, relator da ADPF 54”, denunciou Valmor Bolan.













“O aborto não é somente uma questão de saúde pública, mas uma estratégia política de poderosos grupos econômicos que interessam impor a mentalidade anticonceptiva na sociedade brasileira e também na América Latina, visando inclusive à redução demográfica (que já ocorre significativamente sem leis opressoras)”, destacou o acadêmico brasileiro.

Finalmente o acadêmico brasileiro afirma que o assunto do aborto e sua legalização “merece um debate sério, pois o que vemos é uma mídia incentivando a sexualidade precoce e irresponsável, em vez de valorizar a fidelidade e o compromisso nos relacionamentos. O aborto é efeito de uma cultura perversa que reduz a pessoa humana a objeto de consumo e à lógica do descartável. Daí que precisamos estar atentos para que possamos ter força para afirmar a cultura da vida, num meio de grandes ameaças ao bem da vida e da pessoa humana”.

O Dr. Valmor Bolan tem um Doutorado em Sociologia e é Diretor da Universidade Corporativa Anhanguera e de Relações Institucionais da Anhanguera e Reitor do UNIA.