1 de nov de 2010

E agora? O que esperar?

56% do eleitorado deu à Dilma a oportunidade de governar o país, apesar de a mesma não ter a mínima experiência em cargos públicos. Ajudas não faltaram, em especial de seu padrinho, o atual presidente, que chegou a dizer em horário eleitoral que quem votasse em Dilma estaria votando nele também.

Não preciso recordar que é falacioso crer que Dilma será o Lula. E isso ela mesma mostrou em toda a sua campanha eleitoral. Mas não há porque não crer que Lula estará com ela o tempo todo. Ele mesmo já disse que não sairá do cenário político. Quer evitar falar de um possível retorno em 2014, mas já diz que está com o coração aberto para ajudá-la. Talvez porque, diferente do que imaginava, sua companheira não venceu em primeiro turno. É verdade que ele também não. Mas suas vitórias em segundo turno contra Serra (2002) e Alckmin (2006) beiraram 62%, sendo expressiva sua vitória no Nordeste em 2006 com 90% de aprovação. Dilma conseguiu 56%. Apenas 6% a mais que a metade. Não é tão expressivo como gostariam Lula & Cia.

É verdade que Dilma terá homens fortes que não serão só o Lula. Pallocci também estará. O mesmo que se envolveu em tantos escândalos no governo Lula. Voltarão, também, Genuíno, Dirceu, Erenice...

E diante destas verdades citadas acima é que a população mostrou ao senhor presidente e à presidente eleita que não são apenas 3% (como citou o Lula) que estão insatisfeitos. Afinal de contas, 44% do eleitorado escolheu Serra (e diga-se de passagem, ele venceu em 11 estados, sendo eles um dos mais importantes para a economia do país), além de as abstenções e votos nulos/brancos ter sido a maiores do que o primeiro turno. Só no colégio eleitoral nos EUA foi de 50%. Isso também é uma resposta ao senhor presidente de que nem todo o Brasil aprovou sua falta de decoro, sua imposição à Dilma como algo que beirava o "fanatismo regilioso", ou de "ufania ideológica". Mostramos que o cenário político no país é outra: estamos de olhos abertos para a realidade política. Acabou aquela história de que um manda e o outro obedece. Resolveram dar voz ao povo? Ótimo! Falaremos.

Dilma sabe que não serão quatro anos fáceis. Primeiro porque moramos em um país onde ainda vigora um pensamento machista; logo, muitos a lograrão de incapaz por ser mulher. Quanto a isso, ignoro. Muitos homens, como Collor, não souberam dar conta. Segundo porque os institutos religiosos, bem como os meios de comunicação e imprensa se manifestaram. Ela sabe que iremos, a todo custo, cobrar suas promessas. Não sei se ela terá jogo de cintura para tanto. Sei que devo esperar quatro anos para ver.

Se a oposição não souber nos próximos anos fazer política séria (porque, apesar de ter votado no PSDB, devo assumir que lhes faltou muita coragem e ousadia para lutar pelo cargo) podemos esperar um Brasil alá México, onde imperou, por anos, a Política de Continuísmo.

Lula deixou claro que um recado às Igrejas. Se Dilma irá cumprí-lo, teremos de esperar. No momento, a única coisa que podemos fazer é rezar e esperar em Deus, que renova as forças de quem Nele espera, além de fazer valer ativamente nosso papel de integrante da Democracia.

À Dilma desejo que sua ida a Aparecida não traga apenas os reflexos eleitoreiros, mas de Fé. Anseio que a candidata, como mãe e avó, repense sobre as crianças que possam a vir morrer por livre escolha das mães, e não suas. Desejo, também, que ela se deixe guiar por Deus, para que o Brasil não seja movida por uma Dama de Ferro, e sim, por uma Mãe.

Nossa Senhora Aparecida, rogai a Deus pela Terra de Santa Cruz!

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