29 de fev de 2012

Província do Canadá quer proibir famílias que educam filhos em casa de ensinar que homossexualismo é pecado


ENDONTON, Alberta, 23 de fevereiro de 2012 (LifeSiteNews.com) — Sob o novo projeto de lei da educação (Education Act) da província de Alberta, no Canadá, pais que educam seus filhos em casa e escolas religiosas não poderão mais ensinar que práticas homossexuais são pecado como parte do seu programa acadêmico, afirma o porta-voz do ministro da educação Thomas Lukaszuk.
“Qualquer que seja a natureza da educação (em casa ou em escolas privadas ou católicas), não iremos tolerar desrespeito às diferenças”, disse a assessora de comunicação de Lukaszuk, Donna McColl, para LifeSiteNews em 22 de fevereiro.
“É permitido defender a ideologia da família na vida familiar, mas o que não se pode é fazer isso como parte do estudo e da instrução escolar”, afirma.
Em reação aos comentários, Paul Faris da Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa (cuja sigla em inglês é HSLDA) afirma que o ministro da educação está “claramente sinalizando que eles planejam violar as conversas privadas que as famílias têm em suas próprias casas”.
“Um governo que busca esse tipo de controle sobre nossas vidas privadas deveria ser temido e combatido”, acrescentou.
A HSLDA e outros grupos de educação domiciliar alertaram nesta semana que a nova lei de educação de Alberta, que foi retomada pelo governo do Partido Progressista Conservador de Alison Redford (premier de Alberta) em 14 de fevereiro, para substituir a lei escolar atual (School Act), ameaça forçar o ensino da “diversidade” em todas as escolas, incluindo as domiciliares.
A seção 16 da nova legislação reafirma a obrigatoriedade da atual lei escolar de que as escolas “reflitam a natureza diversificada” de Alberta no seu currículo, mas acrescenta que elas devem também “honrar e respeitar” a controversa lei de direitos humanos de Alberta, que foi usada para visar cristãos com crenças tradicionais sobre o homossexualismo. “Escola” é definida para incluir os pais que ensinam seus filhos em casa e escolas privadas, além dos conselhos escolares financiados com dinheiro público.
McColl enfatiza que os pais que educam seus filhos em casa já estavam inclusos na definição de “escola” da legislação atual, datando de 1988 ou antes. E a seção 16, afirma, “é especificamente com relação a programas, cursos e materiais didáticos”.
De acordo com McColl, as famílias cristãs que educam em casa podem continuar a transmitir ensinamentos bíblicos sobre o homossexualismo em suas casas, “desde que não seja parte do seu programa acadêmico de estudos e material didático”.
“O que eles quiserem fazer sobre sua ideologia fora desse âmbito, é assunto de família. Mas a natureza fundamental da nossa sociedade é respeitar a diversidade”, conclui McColl.
Ao ser pressionada com relação à distinção exata da educação escolar dos pais e a vida familiar, McColl disse que a questão envolvia ”nuances reais”, e que ela teria que tratar das questões específicas em outra ocasião.
Mas em uma segunda entrevista no dia 22, McColl disse que o governo “não irá especular” quanto a exemplos particulares, e explicou que ela ainda não obteve uma “resposta direta” quanto ao que exatamente constitui “desrespeito”. No entanto, ela afirmou que as famílias não poderão “incitar o ódio, por assim dizer”.
Na primeira entrevista, ela justificou a posição do governo citando a decisão do último dia 17 da Suprema Corte, que decidiu manter a recusa do governo da província de Quebec de dispensar as famílias o seu controverso programa cultural de ética e religião. O programa, que visa apresentar um espectro das religiões do mundo e escolhas de estilo de vida de um ponto de vista “neutro”, é obrigatório para todos os estudantes, inclusive para os que estudam em casa.
“Na última sexta-feira, a Suprema Corte do Canadá publicou uma decisão unânime sobre o caso S.L. v. Comission scolare des Chênes 2012. Trata-se da mesma coisa, a seção 16 vale para todos, incluindo as famílias educadas em casa”, afirmou McColl.
Os observadores pró-família alertaram que a decisão corre o risco de estimular outros governos provincianos nos seus esforços de impor programas de “diversidade”. Nos últimos dois anos houve grandes batalhas em Quebec, Ontario, Colúmbia Britânica, e agora Alberta a respeito da crescente normalização do homossexualismo nas escolas.
A decisão específica da Suprema Corte não cita diretamente a educação escolar em casa; no entanto, abre caminho para futuras batalhas judiciais. O tribunal defendeu que as famílias de Quebec que buscam dispensa simplesmente não cumpriram o ônus da prova necessário para mostrar que a participação dos seus filhos no curso iria impedir a capacidade dos pais de criar seus filhos na sua fé católica.
Patty Marler, intermediária do governo para a Associação de Educação Domiciliar de Alberta, disse estar surpresa com a franqueza do ministério, e questionou como eles irão definir o limite entre os períodos de ensino escolar e de convivência familiar.
“Nós educamos nossos filhos o tempo todo, e é assim que vivemos. É um estilo de vida”, afirma. “Fazer uma distinção entre as horas em que estamos ensinando e quando estamos vivendo é algo bastante difícil”.
“Some a isso o fato de que eu realmente utilizo a Bíblia como parte do meu currículo, e eu estarei patentemente ensinando coisas que vão contra [a lei de direitos humanos]”, conclui.
Marler aponta que a questão tem implicações diretas na forma como as famílias ensinam seus filhos sobre o casamento, pois a lei de direitos humanos de Alberta recebeu uma emenda em 2009 para definir o casamento como uma união entre duas “pessoas” em vez de um homem e uma mulher. “Quando eu leio o Gênesis e ele fala sobre o casamento como a união entre um homem e uma mulher, estou muito claramente desrespeitando a lei de direitos humanos que afirma que casamento é meramente uma pessoa se unindo a outra”, afirma.
De acordo com Faris, a questão com as afirmações de McColl “não é sobre sexualidade ou qualquer outra questão homossexual, mas sobre o governo tentando controlar a forma como ensinamos nossas crianças nas nossas próprias casas”.
Ele afirma que as afirmações de McColl são “particularmente interessantes se levarmos em conta as informações, no mínimo enganosas, que muitos pais que ensinam seus filhos estão recebendo quando ligam para o gabinete do Ministro e escutam coisas do tipo: ‘Veja, não há mudanças aqui. Não iremos fazer nada diferente’”.
“O longo braço do governo quer alcançar as casas das famílias e controlar o que elas ensinam aos seus próprios filhos e nas suas próprias casas sobre religião, sexualidade e moralidade”, acrescenta. “Essas não são palavras de um governo que é amigável à educação domiciliar ou à liberdade dos pais”.
O governo do Partido Progressista Conservador possui 67 dos 83 da casa legislativa da província, de maneira que a aprovação do projeto é praticamente garantida. Mas uma eleição é iminente, e espera-se uma forte demonstração do novo partido direitista Wildrose Alliance. Uma enquete do Forum Research na semana passada mostrou que o jovem partido possui 30% de aprovação do eleitorado, logo atrás do governo com 37%.
A Associação de Defesa Legal da Educação Escolar em Casa faz um apelo aos cidadãos de Alberta para que em contato com o ministério da educação e com seus representantes eleitos.
Informações para contato:
Ministério da Educação:
Hon. Thomas Lukaszuk, Education Minister
423 Legislature Building
10800 - 97 Avenue NW
Edmonton, AB
Canada T5K 2B6
Fone: +1(780) 427-5010
Fax: +1(780) 427-5018
E-mail: edmonton.castledowns@assembly.ab.ca
Gabinete da Premier de Alberta:
Premier Alison Redford
Office of the Premier
Room 307, Legislature Building
10800-97 Avenue
Edmonton, Alberta T5K 2B7
Fone: +1(780)427-2251
fonte: www.juliosevero.blogspot.com

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