25 de jun de 2012

Intercessão dos Santos e a Dulia, Hiperdulia e Latria. (vídeo


Os santos podem interceder por nós?
Eles estão dormindo?
O que é uma veneração?
Assista esse vídeo e entenda melhor a doutrina da Igreja a esse respeito.

Uma Analise bíblica sobre os Santos Católicos e suas Intercessões.







“Chamem de Santo só ao Senhor dos exércitos.”, dizem as sagradas escrituras.
Porém, elas mesmas dizem:
“Sede santos porque Eu sou santo!” (Lv 19, 2; 20, 7; I Pd 1, 16)

Deus diz para sermos santos Nele! Logo, Deus não é apenas santo, Ele é o Santo dos santos. Cristo é o Santo dos santos! (Dn 9, 24; Is 11, 1-5; Mt 3, 1-17). Origem de toda a santidade. Ser santo é ser “são”, íntegro, puro. Porém, não é ser alguém sem pecados!

O que é interceder?
Interceder, no sentido religioso, é pedir a Deus algo em favor de outra pessoa.

Quem pode interceder?
Todos podemos interceder por alguém, porém temos um supremo intercessor que é Cristo, mas todos nós cristãos podemos interceder uns pelos outros em nossas orações como assim nos ensina a bíblia (Tg 5, 16 , Rm 15, 30 e etc.)

E os Santos Canonizados na Igreja Católica onde entram nesta história? Não estariam eles mortos?
Morrer em Cristo é ir Para o Céu!
A Carta aos Hebreus diz claramente, “como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo”. (Hb 9,27)

Ou seja depois que morremos somo imediatamente julgados, ou é céu ou é inferno.
Alguns protestantes costumam rebater a intercessão dizendo que os mortos não sabem de nada, não tem consciência de coisa alguma, estão dormindo, esperando o julgamento final e que ainda não há ninguém no céu, citam Ecl 9, 5, Sl 115, 17 para confirmar isto. Ora, isto é uma realidade do antigo testamento, antes de Cristo. Já mostrei em Hebreus que após a morte somos julgados. Cristo trouxe uma nova economia, foi pregar aos que estavam na Região dos Mortos desde a criação do mundo até Sua Crucificação ( 1.ª Pd 3, 18-20; 4, 5-6 ). Vencendo a morte levou muitos deles para o Céu ( Sl 68, 19; Ef 4, 8 ) e mesmo assim, ainda no antigo testamento já vemos algumas pessoas que foram para o céu, vejamos:

Henoc:
Gêneses 5, 23. A duração total da vida de Henoc foi de trezentos e sessenta e cinco anos. 24. Henoc andou com Deus e desapareceu, porque Deus o levou.

Elias:
II Reis 2, 1: Eis o que se passou no dia em que o Senhor arrebatou Elias ao céu num turbilhão (…)
E mesmo no antigo testamento já temos uma menção a interseção dos Santos:
Jer 15, 1. Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!
Samuel já tinha até aparecido para Saul depois de mortos para fazer uma revelação (I Samuel 28, 1-19). Não era nenhum demônio como alguns costumam dizer, era Samuel mesmo, o próprio texto sacro afirma ser Samuel! Quem somos nós para duvidar? E ainda mais, um demônio é onisciente para saber o futuro? Acaso os demônios já podem profetizar? A confirmação do que Samuel revelou no capitulo 28 se dá no 29. (I Samuel 29, 1-11)

E o novo testamento comprova que eles estavam no céu. Apareceram (Elias e Moisés) para Jesus e conversaram com ele conscientemente, sabendo que ele era o Messias, o que estava fazendo e o que iria acontecer com ele. Confira Mt 17,3; Mc 9,4; Lc 9, 28-31.
Ora como Moisés pode aparecer, com corpo glorificado, a Cristo? No AntigoTestamento não é relatado que Moisés morreu e foi sepultado?
É simples, o corpo de Moisés foi levado por Miguel para o céu, Judas atesta:
Judas 9. Ora, quando o arcanjo Miguel discutia com o demônio e lhe disputava o corpo de Moisés, não ousou fulminar contra ele uma sentença de execração, mas disse somente: Que o próprio Senhor te repreenda!

E também:
Disse Jesus: “Por outra parte, que os mortos hão de ressuscitar é o que Moisés revelou na passagem da sarça ardente (Ex 3,6), chamando ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos; porque todos vivem para ele.” (Lc 20,37-38).
O que significam os santos para a Igreja católica?
Com sua intercessão diante de Jesus, nossas orações recebem um forte impulso, e muitas graças alcançamos assim! De modo especial as graças que são necessárias ou importantes para vivermos fiéis à Vontade de Deus!

O exemplo de suas vidas, o testemunho que deixaram de Amor a Deus, a vivência firme do Evangelho, o amor ao próximo, tudo isto serve de exemplo para nós, nos fortalecem nos animam para sermos melhores cristãos, melhores filhos do altíssimo.
A Igreja tem especial carinho filial àquela que foi escolhida pra ser a Mãe de Jesus e nossa (João 19, 26-27). A Igreja proclama-a como Bem-Aventurada! (Lc 1, 48), ela recebeu uma graça maravilhosa e EXCLUSIVA: Ser mãe do Filho de Deus!

A bíblia nos ensina a seguir o exemplo dos Santos:
Hb 11, 4-5. Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício bem superior ao de Caim, e mereceu ser chamado justo, porque Deus aceitou as suas ofertas. Graças a ela é que, apesar de sua morte, ele ainda fala. Pela fé Henoc foi arrebatado, sem ter conhecido a morte: e não foi achado, porquanto Deus o arrebatou; mas a Escritura diz que, antes de ser arrebatado, ele tinha agradado a Deus (Gn 5,24).
Onde encontramos eles orando, falando com Deus, ou pedindo algo pelos vivos na carne?
Basta lermos um pouquinho mais a fundo a bíblia e notarmos!

Vejamos o apocalipse:

Apocalipse4, 4. Ao redor havia vinte e quatro tronos, e neles, sentados, vinte e quatro Anciãos vestidos de vestes brancas e com coroas de ouro na cabeça. Estes Anciãos são sacerdotes, adoram a Deus (4, 10; 5, 9; 11, 16-17; 19, 4). OFERECEM AS ORAÇÕES DOS FIÉIS (AP 5, 8). Este número corresponde talvez aos das 24 ordens sacerdotais de 1Cr 24, 1-19. Visto que o que havia na terra era uma imagem do santuário no céu.
Mais adiante vemos os mortos em Cristo aparecem sob seu altar clamando por justiça contra os habitantes da terra:

Apocalipse 6, 9. Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários. 10. E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra? 11. Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos.

Em Lucas vemos até alguém que foi para o inferno suplicando por sua família:
Lucas 16, 22. Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23. E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24. Gritou, então: – Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25. Abraão, porém, replicou: – Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento.
26. Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27. O rico disse: – Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos,
28. para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos.
Quais outras passagens que falam que os mortos em cristo vão para o céu?

Veja:
II Coríntios 5, 1-9. 1. Sabemos, com efeito, que ao se desfazer a tenda que habitamos neste mundo, recebemos uma casa preparada por Deus e não por mãos humanas, uma habitação eterna no céu.2. E por isto suspiramos e anelamos ser sobrevestidos da nossa habitação celeste, 3. contanto que sejamos achados vestidos e não despidos. 4. Pois, enquanto permanecemos nesta tenda, gememos oprimidos: desejamos ser não despojados, mas revestidos com uma veste nova por cima da outra, de modo que o que há de mortal em nós seja absorvido pela vida. 5. Aquele que nos formou para este destino é Deus mesmo, que nos deu por penhor o seu Espírito. 6. Por isso, estamos sempre cheios de confiança. Sabemos que todo o tempo que passamos no corpo é um exílio longe do Senhor. 7. Andamos na fé e não na visão. 8. Estamos, repito, cheios de confiança, preferindo ausentar-nos deste corpo para ir habitar junto do Senhor. 9.É também por isso que, vivos ou mortos, nos esforçamos por agradar-lhe.
Efésios 4, 7-8 Mas a cada um de nós foi dada a graça, segundo a medida do dom de Cristo, pelo que diz: Quando subiu ao alto, levou muitos cativos, cumulou de dons os homens (Sl 67,19).
I tessalonicenses 3,13: “Que ele confirme os vossos corações, e os torne irrepreensíveis e santos na presença de Deus, nosso Pai, por ocasião da vinda de nosso Senhor Jesus com todos os seus santos!”
Fl 1, 21-23. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Mas, se o viver no corpo é útil para o meu trabalho, não sei então o que devo preferir. Sinto-me pressionado dos dois lados: por uma parte, desejaria desprender-me para estar com Cristo – o que seria imensamente melhor;
“Mas, cheio do Espírito Santo, Estevão fitou o céu e viu a glória de Deus e Jesus de pé à direita de Deus: Eis que vejo, disse ele, os céus abertos e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus. Levantaram então um grande clamor, taparam os ouvidos e todos juntos se atiraram furiosos contra ele. Lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas depuseram os seus mantos aos pés de um moço chamado Saulo. E apedrejavam Estevão, que orava e dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito” (At 7,55-59)
I tessalonicenses 5, 10 Ele morreu por nós, a fim de que nós, quer em estado de vigília, quer de sono, vivamos em união com ele.
Veja alguém que foi ao céu vivo:
II coríntios 12,2. Conheço um homem em Cristo que há catorze anos foi arrebatado até o terceiro céu. Se foi no corpo, não sei. Se fora do corpo, também não sei; Deus o sabe. 3. E sei que esse homem – se no corpo ou se fora do corpo, não sei; Deus o sabe – 4. Foi arrebatado ao paraíso e lá ouviu palavras inefáveis, que não é permitido a um homem repetir. 5. Desse homem eu me gloriarei, mas de mim mesmo não me gloriarei, a não ser das minhas fraquezas.
Jesus foi pregar aos mortos para que pudessem se salvar, portanto eles só poderiam estar acordados:
1 Pedro 3, 18. Pois também Cristo morreu uma vez pelos nossos pecados – o Justo pelos injustos – para nos conduzir a Deus. Padeceu a morte em sua carne, mas foi vivificado quanto ao espírito. 19. É neste mesmo espírito que ele foi pregar aos espíritos que eram detidos no cárcere, àqueles que outrora, nos dias de Noé, tinham sido rebeldes…
1 Pedro 4, 5. Eles darão conta àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos. 6. Pois para isto foi o Evangelho pregado também aos mortos; para que, embora sejam condenados em sua humanidade de carne, vivam segundo Deus quanto ao espírito.
E o que falar então de 1 Timóteo 2, 5:
“ Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo….”
Os protestante costumam usar está passagem para dizer que nós católicos não temos Jesus como único mediador, ora interceder é diferente de mediar, e ainda mais no sentindo da salvação, já mostrei como podemos orar uns pelos outros, a mediação de Jesus é no sentido de homem salvador e reconciliador, isto só ele pode ser, e não há outro como assim afirma o catecismo da Igreja católica:
Parágrafo 956: A intercessão dos santos. “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio” (Parágrafos relacionados 1370,2683)
A intercessão dos Santos e os primeiros Cristãos:
Vejamos primeiro um texto de um dos mais renomados Historiadores Protestantes JND Kelly. Ele diz:
Um fenômeno de grande significação no período patrístico foi o surgimento e gradual desenvolvimento da veneração aos santos, mais particularmente à bem-aventurada virgem Maria…Logo após vinha o culto aos mártires, os heróis da fé que os primeiros cristãos afirmavam já estarem na presença de Deus e gloriosos em sua visão. Em primeiro lugar tomou forma de uma preservação das relíquias e da celebração anual de seu nascimento. A partir daí foi um pequeno passo, pois já estavam participando com Cristo da glória celeste, para que se buscassem suas orações, e já no terceiro século se acumulam as evidências da crença no poder da intercessão dos santos [J.N.D. Kelly, Early Christian Doctrines, revised edition (San Francisco: Harper, c. 1979), p. 490]

Relatos Primitivos

Martírio de Policarpo (Ano 155 D.C):
Após sua morte lemos a honra que era prestada as suas relíquias:
“Ele disse: não aconteça que eles, abandonando o crucificado, passem a cultuar este ai. ”Dizia estas coisas por sugestão insistentes dos judeus, que nos tinham vigiado quando queríamos retirar o corpo do fogo. Ignoravam eles que não poderíamos jamais abandonar Cristo, que sofreu pela salvação de todos aqueles que são salvos no mundo, como inocente em favor dos pecadores, nem prestamos culto a outro nós o adoramos, por que é o Filho de Deus. Quanto aos mártires, nós os amamos justamente como discípulos e imitadores do senhor, por causa da incomparável devoção que tinham para com seu rei e mestre. Pudéssemos nós também ser seus companheiros e condiscípulos….
…..Então, ao menos, conseguimos tomar os seus ossos, mais preciosos que uma jóia e mais puros que o ouro, e os pusemos em local adequado. Que o Senhor nos permita ser capaz de nos juntarmos a ele na alegria e no júbilo, e de celebrar o aniversário do seu martírio.”
Cirilo de Jerusalém(+- 350 d.C), escreveu:
“Façamos menção aos já falecidos; primeiro aos patriarcas, profetas, apóstolos e mártires, que por suas súplicas e orações Deus receberá nossos pedidos”
Santo Agostinho (400 d.C) dizia:
“A oração, contudo, é oferecida em benefício de outros mortos de quem lembramos, pois é errado rezar por um mártir, a cujas orações nós devemos nos recomendar.”

Na obra Contra Fausto, escreve:

“O povo cristão celebra unidos em solenidade religiosa a memória dos mártires, tanto para encorajar que sejam imitados e para que possam repartir seus méritos e serem auxiliados pelas suas orações”.

Devoção X Devocionalismo

Devoção é respeito, amor, uma atitude Cristã e Católica.
Devocionalismo Não é uma atitude católica, muitos hoje se dizem católicos, apenas por que seus antepassados foram, sem nem saber nada sobre a história da igreja, sobre sua doutrina e até mesmo sem saber quem é Jesus de fato, apenas o têm como um ídolo distante que deve ser adorado apenas para aplacar a necessidade humana de crer em divindades. Estes vêm nos santos outros deuses e não irmãos que fazem parte de um mesmo corpo (1Cor 12,12.20s) e que podem apenas orar e suplicar por nós diante do Senhor. São os chamados caçadores de milagres, apenas vão a Igreja quando estão atrás de milagres e se esquecem de buscar lá a salvação em Jesus. Devocionalismo é fruto de ignorância, de falta de evangelização e catequese adequadas! Devocionalismo atrapalha um verdadeiro relacionamento com Jesus, pois toma o foco, e muitas vezes até a Salvação de quem o prática.
Na fé católica Jesus é o Centro! Jesus é o alfa e o ômega!
Jesus é o único Salvador e Senhor! Jesus é o Filho de Deus que se encarnou, morreu, e ressuscitou por Amor a nós!


Texto do vídeo ACIMA :
A primeira coisa que devemos conhecer antes de discutirmos a intercessão dos venerados santos, é os três graus existentes de culto.

Dulia, Hiperdulia e Latria
A dulia

é a veneração propriamente dita, é reconhecer alguém como superior a você e sendo ao mesmo tempo inferior a Deus, um exemplo claro de dulia nós podemos ver no final das orações dos santos, por exemplo:
São Paulo rogai por nós, ora essa frase curtíssima exprime toda doutrina da dulia, justamente porque o orante se põe inferior diante de São Paulo e ao mesmo tempo reconhece que São Paulo não é dono da graça, já que o mesmo tem que supliciá-la à Nosso Senhor.
O Segundo grau do culto católico é a hiperdulia.

A hiperdulia é uma veneração só que em grau muito maior à dulia e ao mesmo tempo infinitamente inferior à latria. A única diferença neste grau em relação ao primeiro é a dignidade, já que o mesmo é dado a Maria Santíssim,a aquela que foi é e sempre será cheia de graça, e chamada de bendita entre as gerações.
Entre todos os santos nenhum foi mais puro, benevolente, obediente do que a Santa Mãe de Deus.
O terceiro grau é a latria:
Latria é a adoração, que só é devida à Nosso Senhor nas três pessoas da santíssima trindade, esta adoração é dada em espírito e em verdade através do cumprindo do primeiro mandamento católico que é amar a Deus sobre todas as coisas.
Devemos tomar cuidado para não confundir essa adoração com simples gestos externos, como ajoelhar-se, pois Jacó
ajoelhou-se diante de sei irmão sete vezes e não estava adorando-o, mas apenas prestando honra, não queremos dizer com isso que esse gesto não deva ser praticado, mas não pode ser confundido como o selo da autenticidade do verdadeiro adorador ou de um idolatra.

Nós iremos meditar a partir do olhar da sagrada escritura e dos primeiros cristãos a doutrina da intercessão dos santos.
São Tiago ao transcrever sua carta, deixa-nos claro que devemos orar uns pelos outros:]
“Orai uns pelos outros, para serdes salvos, porque a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito” (Tgo 5, 16)”
E Jesus nos manda:“… Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem!” (MT 5, 44)
São Paulo diz que “orava pelos colossenses” (cf. Col. 1, 3).
Jesus quer que oremos pelos outros, o que nos resta saber se essa mesma intercessão dos justos continua a valer após a morte, porque estão vivos e acordados com Deus ou estão “dormindo” como afirmam as seitas.
Na parábola que se encontra no evangelho de São Lucas do “rico avarento”, o rico pedia após sua morte, para voltar à terra e avisar os seus amigos que se convertessem… (Lc 16, 19 e ss) no versículo 27 ele diz: “… ‘Pai, eu te suplico, manda então Lázaro à casa de meu pai” Os hereges dizem que é impossível interceder após a morte, seria o evangelho de São Lucas herege? É evidente que o rico intercedia após a morte, justamente porque “Ele é Deus não de mortos, mas de vivos, pois todos vivem para ele” (São Lucas 20, 38)”
A suposta sonolência até o dia da ressurreição é uma heresia que Cristo desmente ao dizer ao ladrão:
“… “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso” (São Lucas 23,43), Será que Nosso Senhor estava enganado?, ou terá Ele uma cama para o ladrão dormir no paraíso?
No antigo testamento a bíblia já dava indicio da intercessão dos venerados santos. O primeiro testemunho da bíblia dessa doutrina encontra-se no livro do profeta Jeremias:“E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo;tira-os da minha face e retirem-se” (Jer 15, 1).
Samuel e Moisés estavam mortos no tempo de Jeremias, como poderiam interceder?
Como sabemos os hereges virão com aquele versículo decorado de sempre:
“Mediador entre Deus e os homens” Essa é uma das maiores provas que os hereges só sabem decorar meia dúzias de versículos , já que na mesma carta se diz:
Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões, ação de graças, por todas as pessoas,
pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possam levar uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e dignidade.

Isto é bom e agradável a Deus, nosso Salvador.
Ele quer que todos sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade.
Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus,
Nós católicos também cremos que só existe um mediador entre Deus e os homens, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, mas cremos também que os santos são contados como membros da Igreja, que é verdadeiramente o corpo de Cristo, isso explica o porquê da Sagrada escritura dar o título de mediador também a Moisés :
“Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o Senhor e vós”.(Dt 5, 5)
E de admitir na carta na carta de São Tiago (que acabamos de ler) mediadores secundários.
Os que assistem esse vídeo não se surpreendam com os ataques que virão posteriormente dos protestantes, logicamente os mesmos tentarão provar através de clichês que :
“Os santos não são onipresentes ,logo não podem atender tantos pedidos de intercessão ao mesmo tempo e outros que seguem a mesma linha de raciocínio.”
Ora o tempo após morte é totalmente diferente do cronos, o que conhecemos, pois o tempo cronológico é medido do deslocamento entre uma ação até seu termino, por exemplo:
O dia tem 24horas, isso ocorre porque a Terra ao girar em torno de si mesma no movimento de translação está fazendo que a posição da luz do sol mude. Mas como podemos ver esse deslocamento prevê um começo, meio e fim. Ora a eternidade não possui nenhuma dessas características.
Essa explicação da eternidade protestante é desonesta e ironicamente põe freios e limites na eternidade, os protestantes têm muito a explicar sobre como chegaram à brilhante conclusão de uma eternidade com começo, meio e fim.

E os primeiros cristãos acreditavam no que?
S. Clemente que viveu no primeiro século cristão diz:
“Os que suportaram com confiança, herdaram glória e honra; foram exaltados, e Deus os inscreveu no seu memorial pelos séculos dos séculos. Amém” (S. Clemente de Roma, aos Coríntios, n. 45.8)
Orígenes, pelo ano 250 d.C., afirmava que:
“virtudes nesta vida são definitivamente aperfeiçoadas no além. Ora, a mais valiosa de todas é a caridade; esta, portanto, na outra vida é ainda mais ardente do que na vida presente. Por conseguinte, os santos exercem seu amor sobre os irmãos na terra, mediante a intercessão dirigida a Deus em favor das necessidades destes peregrinos”
Santo Inácio, já no ano 107 d.C., – na iminência de seu martírio – escreveu: “Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus”(Santo Inácio de Antioquia, tralianos, n. 13,3)

Essas citações já tiram outra mentira dos hereges, que a intercessão dos santos foi criada no século quarto pela famosa “pagazinazação do cristianismo”
A pergunta que nos fica é: Porque Lutero e Calvino são superiores aos primeiros cristãos?
Fonte : Site Santa Igreja


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