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28 de jun. de 2011

Hoje a Igreja celebra Santo Irineu de Lyon, bispo e mártir. Conheça um pouco de sua história nas palavras de Bento XVI.


Audiência geral de 28/03/2007

Queridos irmãos e irmãs:

Nas catequeses sobre as grandes figuras da Igreja dos primeiros séculos, chegamos hoje à personalidade eminente de Santo Irineu de Lyon. Suas notícias biográficas nos vêm de seu próprio testemunho, que chegou até nós graças a Eusébio, no quinto livro da «História eclesiástica».

Irineu nasceu com toda probabilidade em Esmirna (na Turquia) entre os anos 135 e 140, onde em sua juventude foi aluno do bispo Policarpo, que por sua vez era discípulo do apóstolo João. Não sabemos quando se transferiu da Ásia Menor para a Gália, mas a mudança deve ter coincidido com os primeiros desenvolvimentos da comunidade cristã de Lyon: lá, no ano 177, encontramos Irineu no colégio dos presbíteros.

Precisamente nesse ano foi enviado a Roma para levar uma carta da comunidade de Lyon ao Papa Eleutério. A missão romana evitou a Irineu a perseguição de Marco Aurélio, na qual caíram ao menos 48 mártires, entre os quais se encontrava o próprio bispo de Lyon, Potino, de noventa anos, falecido por causa dos maus tratos na prisão. Deste modo, a seu regresso, Irineu foi eleito bispo da cidade. O novo pastor se dedicou totalmente ao ministério episcopal, que concluiu entre os anos 202-203, talvez com o martírio.Irineu é antes de tudo um homem de fé e um pastor. Do bom pastor tem a prudência, a riqueza de doutrina, o ardor missionário. Como escritor, busca um duplo objetivo: defender a verdadeira doutrina dos assaltos dos hereges e expor com clareza a verdade da fé. A estes dois objetivos respondem exatamente as duas obras que nos restam dele: os cinco livros «Contra as heresias» e «a exposição da pregação apostólica», que pode ser considerada também como o «catecismo da doutrina cristã» mais antigo. Em definitivo, Irineu é o campeão da luta contra as heresias.

A Igreja do século II estava ameaçada pela «gnose», uma doutrina que afirmava que a fé ensinada pela Igreja não era mais que um simbolismo para os simples, pois não são capazes de compreender coisas difíceis; pelo contrário, os iniciados, os intelectuais — chamados «gnósticos» — poderiam compreender o que se escondia detrás destes símbolos e deste modo formariam um cristianismo de elite, intelectualista.

Obviamente, esse cristianismo intelectualista se fragmenta cada vez mais em diferentes correntes, com pensamentos com freqüência estranhos e extravagantes, mas atraentes para muitas pessoas. Um elemento comum destas diferentes correntes era o dualismo, ou seja, negava-se a fé no único Deus Pai de todos, criador e salvador do homem e do mundo. Para explicar o mal no mundo, afirmavam a existência, junto ao Deus bom, de um princípio negativo. Este princípio negativo teria produzido as coisas materiais, a matéria.

Arraigando-se firmemente na doutrina bíblica da criação, Irineu refuta o dualismo e o pensamento gnóstico, que desvalorizam as realidades corporais. Reivindica com decisão a originária santidade da matéria, do corpo, da carne, em igualdade com a do espírito. Mas sua obra vai muito mais além da refutação da heresia: pode-se dizer, de fato, que se apresenta como o primeiro grande teólogo da Igreja, que criou a teologia sistemática; ele mesmo fala do sistema da teologia, ou seja, da coerência interna de toda a fé. No centro de sua doutrina está a questão da «regra da fé» e de sua transmissão. Para Irineu, a «regra da fé» coincide na prática com o «Credo» dos apóstolos e nos dá a chave para interpretar o Evangelho, para interpretar o Credo à luz do Evangelho. O símbolo apostólico, que é uma espécie de síntese do Evangelho, nos ajuda a compreender o que quer dizer, a maneira em que temos que ler o próprio Evangelho.

De fato, o Evangelho pregado por Irineu é o que recebeu de Policarpo, bispo de Esmirna, e o Evangelho de Policarpo se remonta ao apóstolo João, de quem Policarpo era discípulo. Deste modo, o verdadeiro ensinamento não é o inventado pelos intelectuais, superando a fé simples da Igreja. O verdadeiro Evangelho é o ministrado pelos bispos que o receberam graças a uma corrente ininterrupta da revelação de Deus. Deste modo, diz Irineu, não há uma doutrina secreta detrás do Credo comum da Igreja. Não há um cristianismo superior para intelectuais. A fé confessada publicamente pela Igreja é a fé comum de todos. Só é apostólica esta fé, procede dos apóstolos, ou seja, de Jesus e de Deus.

Ao aderir a esta fé transmitida publicamente pelos apóstolos a seus sucessores, os cristãos têm de observar o que dizem os bispos, têm de considerar especificamente o ensinamento da Igreja de Roma, preeminente e antiqüíssimo. Esta Igreja, por causa de sua antigüidade, tem a maior apostolicidade: de fato, tem sua origem nas colunas do colégio apostólico, Pedro e Paulo. Todas as Igrejas têm de estar em harmonia com a igreja de Roma, reconhecendo nela a medida da verdadeira tradição apostólica, da única fé comum da Igreja. Com estes argumentos, resumidos aqui de maneira sumamente breve, Irineu refuta em seus fundamentos as pretensões desses gnósticos, desses intelectuais: antes de tudo, não possuem uma verdade que seria superior à da fé comum, pois o que dizem não é de origem apostólica, eles o inventaram; em segundo lugar, a verdade e a salvação não são privilégio e monopólio de poucos, mas todos as podem alcançar através da pregação dos sucessores dos apóstolos, e sobretudo do bispo de Roma. Em particular, ao polemizar com o caráter «secreto» da tradição gnóstica, e ao constatar suas múltiplas conclusões contraditórias entre si, Irineu se preocupa por ilustrar o conceito genuíno de Tradição apostólica, que podemos resumir em três pontos.

a) A Tradição apostólica é «pública», não privada ou secreta. Para Irineu, não há dúvida alguma de que o conteúdo da fé transmitida pela Igreja é o recebido dos apóstolos e de Jesus, o Filho de Deus. Não há outro ensinamento. Portanto, a quem quer conhecer a verdadeira doutrina lhe basta conhecer «a Tradição que procede dos apóstolos e a fé anunciada aos homens»: tradição e fé que «nos chegaram através da sucessão dos bispos» («Contra as heresias» 3, 3, 3-4). Deste modo, coincidem sucessão dos bispos, princípio pessoal, Tradição apostólica e princípio doutrinal.

b) A Tradição apostólica é «única». Enquanto o gnosticismo se divide em numerosas seitas, a Tradição da Igreja é única em seus conteúdos fundamentais que, como vimos, Irineu chama «regula fidei» ou «veritatis»: e dado que é única, cria unidade através dos povos, através das diferentes culturas, através de povos diferentes; é um conteúdo comum como a verdade, apesar das diferentes línguas e culturas. Há uma expressão belíssima de Santo Irineu no livro «Contra as heresias»: «A Igreja que recebe esta pregação e esta fé [dos apóstolos], apesar de estar disseminada no mundo inteiro, guarda-a com cuidado, como se habitasse em uma casa única; crê igualmente em tudo isso, como quem tem uma só alma e um mesmo coração; e prega tudo isso com uma só voz, e assim o ensina e transmite como se tivesse uma só boca. Pois ainda que as línguas no mundo sejam diversas, única e sempre a mesma é a força da tradição. As igrejas que estão nas Germanias não crêem diversamente, nem transmitem outra coisa as igrejas das Hibérias, nem as que existem entre os celtas, nem as do Oriente, nem as do Egito nem as da Líbia, nem as que estão no centro do mundo» (1, 10, 1-2). Já nesse momento — encontramo-nos no ano 200 — pode-se ver a universalidade da Igreja, sua catolicidade e a força unificadora da verdade, que une estas realidades tão diferentes, da Alemanha à Espanha, da Itália ao Egito e à Líbia, na comum verdade que Cristo nos revelou.

c) Por último, a Tradição apostólica é, como ele diz em grego, a língua na qual escreveu seu livro, «pneumática», ou seja, espiritual, guiada pelo Espírito Santo: em grego se diz «pneuma». Não se trata de uma transmissão confiada à capacidade dos homens mais ou menos instruídos, mas ao Espírito de Deus, que garante a fidelidade da transmissão da fé. Esta é a «vida» da Igreja, que a torna sempre jovem, ou seja, fecunda de muitos carismas. Igreja e Espírito para Irineu são inseparáveis: «Esta fé», lemos no terceiro livro de «Contra as heresias», «nós a recebemos da Igreja e a custodiamos: a fé, por obra do Espírito de Deus, como depósito precioso custodiado em uma vasilha de valor, rejuvenesce sempre e faz rejuvenescer também a vasilha que a contém… Onde está a Igreja, aí está o Espírito de Deus; e onde está o Espírito de Deus, aí está a Igreja e toda graça» (3, 24, 1).

Como se pode ver, Irineu não se limita a definir o conceito de Tradição. Sua tradição, a Tradição ininterrupta, não é tradicionalismo, pois essa Tradição sempre está internamente vivificada pelo Espírito Santo, que a faz viver de novo, faz que possa ser interpretada e compreendida na vitalidade da Igreja. Segundo seu ensinamento, a fé da Igreja deve ser transmitida de maneira que apareça como tem de ser, ou seja, «pública», «única», «pneumática», «espiritual». A partir de cada uma destas características, pode-se chegar a um fecundo discernimento sobre a autêntica transmissão da fé nohoje da Igreja. Mas em geral, segundo a doutrina de Irineu, a dignidade do homem, corpo e alma, está firmemente ancorada na criação divina, na imagem de Cristo e na obra permanente de santificação do Espírito. Esta doutrina é como uma «senda mestra» para esclarecer a todas as pessoas de boa vontade o objetivo e os confins do diálogo sobre os valores, e para dar um impulso sempre novo à ação missionária da Igreja, à força da verdade que é a fonte de todos os autênticos valores do mundo.


Tradução: ZENIT

27 de jun. de 2011

Ultrajes à Fé na Parada Gay, Luiz Mott, Myrian Rios, pedofilia


Sem muita surpresa, li neste site algumas pinceladas sobre como foi a mais recente Parada Gay na cidade de São Paulo. Antes mesmo de ela acontecer, eu já havia feito algumas críticas aqui com relação à temática escolhida para a Parada. A organização do evento utilizou “170 cartazes distribuídos em postes com 12 modelos masculinos seminus com a mensagem: ‘Nem Santo Te Protege’ e ‘Use Camisinha’”. A matéria diz, ainda:

O cardeal D. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, classificou o uso das imagens como “ofensivo, debochado e desrespeitoso” e que “ofende profundamente o sentimento da Igreja Católica”.

“Isso ofende profundamente, fere os sentimentos religiosos do povo. O uso debochado da imagem dos santos é ofensivo e desrespeitoso que nós desaprovamos”, disse ele na entrevista da Globo.

Embora o Cardeal Scherer tenha se pronunciado, lamentavelmente não houve por parte da CNBB uma declaração de repúdio (ou coisa que o valha) a despeito dos ultrajes perpetrados pelos gayzistas. E talvez ela nem se pronuncie. Sobre o código florestal, porém, já há uma nota oficial no site da conferência… Sem comentários.

Enquanto isso, o Júlio Severo divulgou um vídeo produzido pelo Gay Mor do Brasil, Luiz Mott. Neste vídeo – que, em virtude das imagens profundamente indecentes eu não tive coragem de reproduzir aqui, mas que pode ser acessado clicando neste link do youtube -, Mott aparece ao lado da estátua de um menino completamente nu e começa a discorrer sobre as funções e a utilidade dos museus eróticos (!). Tenho que concordar com o Júlio: diante desse vídeo (e de outros textos escritos pela pena do decano do movimento gayzista) é difícil acreditar que esse sujeito não é, além de gay, pedófilo.

E, por falar em pedofilia, a mídia está tentando manipular as declarações legítimas e verdadeiras da deputada Myrian Rios. O Portal Terra enunciou:“Em vídeo, Myrian Rios diz que babá poderia ser pedófila”. A deputada discursou na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) sobre a PEC 23, dizendo:

“Digamos que eu tenha duas meninas em casa e contrate uma babá que mostra que sua orientação sexual é ser lésbica. Se a minha orientação sexual for contrária e eu quiser demiti-la, eu não posso. O direito que a babá tem de querer ser lésbica, é o mesmo que eu tenho de não querer ela na minha casa. Vou ter que manter a babá em casa e sabe Deus até se ela não vai cometer pedofilia contra elas. E eu não vou poder fazer nada”.

“Se eu contrato um motorista homossexual, e ele tentar, de uma maneira ou outra, bolinar meu filho, eu não posso demiti-lo. Eu quero a lei para demitir, sim, para mostrar que minha orientação sexual é outra”.

“Não sou preconceituosa e não discrimino, mas preciso ter o direito de não querer um homossexual como meu empregado, eventualmente.”

Ora, do ponto de vista lógico, dizer que um homossexual **pode** ser também um pedófilo, não significa dizer que ele o **é** efetivamente. Portanto, da mesma forma que qualquer heterossexual é, **em potência**, um pedófilo (já que é teoricamente capaz de cometer um ato de pedofilia), assim também um homossexual tem a **possibilidade** de cometer tais ilícitos. Se considerarmos que o homossexualismo é um comportamento doentio – porque trai a natureza -, e que está profundamente enraizado em questões de ordem psicológica, com muito mais razão se poderia afirmar que alguém que já adquiriu um grave distúrbio (o do homossexualismo) poderia desenvolver uma outra patologia (a pedofilia). Está, portanto, certíssima a deputada. Não passa de alarde sem causa o que alguns meios de comunicação estão fazendo com as declarações dadas pela mesma.

Sátira do Papa e da eucaristia na Parada Gay, em SP


Sátira do Papa e da eucaristia na Parada Gay, em SP
junho 11, 2007 por Wagner Moura


É assim que os homossexuais militantes respeitam a “diversidade”: ridicularizando o Papa Bento XVI e a eucaristia.

O portal de notícias da Globo, G1, reportou:

Fantasiado de “Bento 24″, José Roberto Fernandes, de 56 anos, conta que fez da parada [gay] oportunidade para um alerta. Entretanto, o figurino adotado certamente chocaria a comunidade católica. Nas mãos, levou um cálice que, além de fichas brancas que simbolizam hóstias, também possui preservativos. Por onde passava, provocava a atenção do público que o cercava para fotografá-lo.

“Faço um alerta à hipocrisia da Igreja Católica que proíbe a camisinha. Não é um protesto, mas uma homenagem e um alerta à igreja”, afirmou ele, que se disse católico praticante. Apesar da orientação da Igreja que proíbe homossexuais de comungar, José Roberto afirmou que participa da Eucaristia.

Vilipêndio religioso ainda é crime?

De acordo com o art. 208, do Código Penal, é crime vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso.

Por muito menos, em abril deste ano, a Federação Brasileira de Umbanda entrou com um processo no Conar (Conselho Nacional de auto-Regulamentação Publicitária) contra a Renault.

Os umbandistas se ofenderam por causa do comercial de TV que mostrava mães de santo girando num salão de concessionária. A Federação também deu entrada no Ministério Público Federal com um pedido de inquérito por “uso indevido de símbolos religiosos”.
http://diasimdiatambem.com

''É um desrespeito, um deboche'', afirma o cardeal Dom Odilo sobre uso de imagens de santos na Parada Gay

O cardeal d. Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, classificou como "infeliz, debochada e desrespeitosa" a colocação de cartazes com imagens de santos católicos em postes da Avenida Paulista, durante a Parada Gay. Para o cardeal-arcebispo, o "uso instrumentalizado" das imagens por parte da organização do evento "ofende o sentimento da Igreja Católica"."A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito", disse d. Odilo. "Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar."Para o cardeal, a organização da Parada Gay pregou os cartazes "provavelmente" para atingir a Igreja Católica. "Porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente."


O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, "Amai-vos uns aos outros" (parte de versículo do Evangelho de São João). "Jesus recomenda "Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei". O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus."

Fonte: estadão.com.br

Deputada Católica Myrian Rios posiciona-se contra a PEC 23

No Rio de Janeiro houve votação para a aprovação da PEC 23, que é uma lei estadual igual à lei nacional PL 122.  A deputada fez uso da sua liberdade de expressão manifestando contra o funesto PEC 23/2007 que visa mudar a Constituição do estado do Rio de Janeiro, colocando os homossexuais em patamar superior aos demais cidadãos fluminenses. O PEC foi votado dia 21/06/2011 e recebeu 39 votos contrários e 2 a favor. O autor do PEC - o deputado petista Gilberto Palmares - prevendo a grande derrota saiu do plenário e não votou.

Assista, divulgue e comemore. As vozes estão aumentando em favor da Verdade. Aleluia!

26 de jun. de 2011

Padre Reginaldo Manzotti contra a plc 122 no Faustão


Padre Reginaldo Manzotti no Faustão
junho 20, 2011 por Wagner Moura

Vídeo da entrevista do Pe. Reginaldo ao Faustão



Fato: a mídia inspira nossas conversas em família, entre amigos, nossas conversas em geral. Isso acontece mais com alguns, acontece menos com outros. Eu, por exemplo, não tinha assistido ao Faustão! Eu não assisto. Eventualmente, sem planejar, sem desejar, pode ser. Bom, embora eu não assista, soube que houve a apresentação de um novo padre cantor, o padre Reginaldo Manzotti. Ele, aliás, não é tão novo assim nessa área artística! Padre Manzotti já gravou DVDs, cds, fez shows aos montes… Mas só agora (por ser da Som Livre) foi visto, pela primeira vez, no Faustão.

O Brasil assiste Faustão, gostemos disso ou não. E o Brasil que lê este blog quer saber o que eu achei da resposta do padre Reginaldo Manzotti à pergunta do Faustão sobre “a questão da homossexualidade”. Tenho respeito por tamanho interesse, agradeço e comento, Brasil! Vamos então à pergunta e à resposta que rolou no programa. Seguem:

Faustão pergunta: “No caso do homossexualismo, como é que o padre tem que enfrentar essa situação e principalmente se posicionar? Um padre jovem, um padre renovador… Especialmente com essas marchas pregando o combate ao preconceito! Porque não tá na opção, na formação sexual, o caráter, não está competência… A pessoa não pode ser julgada e infelizmente na nossa sociedade a pessoa é julgada!”

O padre falou sobre garotos que não querem ser padres porque acham os padres todos gays e pedófilos. Depois o padre diz que não se pode generalizar, etc, etc… Ele explicou o que é ser padre e como ele é feliz. E aí entra na resposta que nos interessa. É longa, mas vale ir até o final:

Pe. Reginaldo Manzotti responde: “Sobre a questão da homossexualidade… Eu sou tido também como padre bocudo! Porque (…) não dá pra ficar em cima do muro porque a verdade é inegociável.

Existem valores que são inegociáveis! O Papa disse agora: ousadia, coerência e verdade. Sobre a homossexualidade… Deus fez o homem e fez a mulher! Esse é o plano da criação. Eu não estou dizendo nem A, nem B. Se algo aconteceu na história, seja genética… E aí nós temos que ter tolerância, nós temos que ter amor, nós temos que ter acolhimento, respeito!

Eu acredito o seguinte: você tem que ter um ideal porque se você não tem um ideal você se perde. E a educação tá complicada. Deus fez o homem, Deus fez a mulher. Deus é capaz de acolher, Deus é capaz de perdar, mas o referencial da pessoa humana é o homem e a mulher! Acredito que todos os direitos devem ser valorizados. A minoria ela tem os seus direitos, mas você não pode querer equiparar uma união homoafetiva com a mesma qualidade de família. Tem que ser respeitado, tem que ser levado a sério. Eu acho que os teólogos, juristas, psicólogos, devem se debruçar sobre isso… Não é fugir do problema! Mas você não pode equiparar essa união ao nível de família. Essa é a nota oficial da CNBB! E eu sou padre, eu não vou ficar inventando teoria. Eu amo a minha Igreja e prefiro acertar ou errar com ela. Eu sou sacerdote!“

Ufa! Que bom que saiu: “A Igreja não aceita, não pode aceitar, jamais aceitará que dois barbudos se unam e tenham o direito idêntico ao de um casal heterossexual origem da família, a base da sociedade”.

Ele não disse isso? Tanto melhor! Num discurso o mais importante, meus amigos, é o que não se diz. O que não se diz explicitamente! Mas que, ainda assim, está ali. E na fala do padre Reginaldo Manzotti, apesar das palavras bonitas de “paz, amor, carinho, respeito” (que hoje servem, comumente, ao relativismo), o que está sendo dito é que, a prática homossexual NÃO agrada a Deus, é condenável e se opõe à família.

É o contrário do que fez o padre Fábio de Melo. Este usou “paz, amor, carinho, respeito” para nos dizer que TANTO FAZ, que o importante é… É… Sabe-se lá! Nem ele deve saber. E por isso mesmo ficou em cima do muro. Aliás… No discurso do padre Fábio, naquele programa triste que foi reprisado, o não dito era assim: “Não seja um fanático assassino que sai por aí em marcha contra leis como o PL122 que pelo menos servem para civilizar nosso povo! Seu fanático, assassino!” Repito: ele não disse isso. E por isso mesmo foi trágico! Entende?

Bom, eu agradeci a Deus por essa entrevista do padre Reginaldo Manzotti ao Faustão – da qual eu gostei, vou salientar isso para não ser também alvo do emcimadomurismo. Tive a sensação de que Deus presenteava todos nós com sua justiça! Ei-la. Mostrou, a quem quisesse, que qualquer padre que tivesse postura diferente do padre Reginaldo Manzotti, coerente com o ensino da Igreja, estava, no mínimo, EM CIMA DO MURO. À semelhança de vocês sabem quem.

Padre Manzotti foi aplaudido pelo motivo certo: portou-se como padre, orientou, distinguiu o bem do mal, identificado com a Igreja e não com sua gravadora, com seu sucesso, com seu marketing pessoal. Reconheço que poderia ter sido melhor! Mas deu certo e com certeza incomodou muito relativista por aí. Parabéns, padre!

Fonte: http://diasimdiatambem.com/

Depois da Parada Gay: a sujeira gay


Depois da Parada Gay: a sujeira gay
Se você acha a situação dos estádios deplorável, imagine o que acontece numa parada a favor da sodomia…


Autor: Testemunha ocular


No domingo, dia 10 de junho de 2007, estive no estádio do Morumbi assistindo a uma partida de futebol. Uma das maiores críticas feitas aos estádios de futebol no Brasil é que seus banheiros são sujos — o que, de fato, é verdade. Mas o restante do estádio estava relativamente limpo e a partida transcorreu sem maiores incidentes. Havia um número significativo de famílias presentes, pais e crianças pequenas, contrariando também a idéia disseminada por boa parte da mídia de que jogos de futebol são autênticas “praças de guerra”. A violência e a desorganização existem, mas a repercussão que se promove em torno chega a ser, por vezes, desproporcional a realidade dos fatos.


Voltando para casa, os ônibus que seguiam pela rua Augusta, zona central de São Paulo, ficaram presos no trânsito, em decorrência ainda do deslocamento da Parada do Orgulho Gay. A maioria dos passageiros preferiu descer e prosseguir seu trajeto a pé. E foi o que fiz.


O que vi a partir daí tinha bem pouco de “orgulho”. A região entre a rua Augusta, a rua Caio Prado e a rua da Consolação estava tomada por algo entre o caos urbano e uma celebração de embriaguez. Poucos policiais e centenas de participantes da parada, a maioria deles em visível estado alterado por álcool ou alguma droga mais pesada, cambaleantes pelas ruas. Os carros presos no tráfego jogavam latas e garrafas nas calçadas.


A sujeira era visível, e o cheiro de urina superava em muito qualquer banheiro de estádio de futebol. Vi dezenas de pessoas urinando nos postes de iluminação, algumas em grupos, urinando juntas no meio-fio. Muitos pareciam nauseados e, sentados na calçada, vomitavam próximos a sarjeta, sendo consolados pelos colegas. Fogueiras acesas com restos e papéis sujos. Um espetáculo deprimente.


Ao chegar à rua Caio Prado, percebi que uma mulher sozinha caminhava a metros atrás de mim e vinha da direção dos ônibus. Trocamos um olhar rápido e vi que ela sentia o mesmo que eu: uma mistura de receio e desamparo em meio àquelas centenas de pessoas envolvidas numa espécie de transe, meio pagão, meio místico, estimulado pela música alta que vinha da Praça Roosevelt. Um estupro ou assalto naquele momento poderia tranqüilamente ser confundido pela multidão como parte da excitação da festa, e ignorado sem maiores arrependimentos.


Caminhamos então pelo meio da rua interditada, cercados pelos dois lados por duas fileiras de ônibus de excursão. Um casal de idosos, certamente morador da região (que é bastante residencial) fazia o possível para desviar de alguns jovens adultos e quase desnudos, cambaleantes, que se abraçavam e gritavam, sem se concluir ao certo se o sentimento que procuravam expressar era alegria ou dor reprimida.


Repito aqui o que já foi dito: alguém que fosse raptado naquele local, e carregado para dentro de um daqueles ônibus de excursão, poderia ser morto ou seviciado livremente: seu desespero não seria sequer percebido pela multidão em “estado alterado”.


Espantei-me ainda com uma grande quantidade de adolescentes, garotos e garotas muito jovens entre os participantes, gente de 12, 13 anos no máximo, andando em turmas, fumando e bebendo muito além da conta. E, pelo que pude perceber, a quantidade de “homossexuais reais” entre os milhões bradados pela imprensa é bem menor do que se poderia imaginar: vi muitos casais heterossexuais aproveitando essa espécie de carnaval fora de hora que virou a Parada do Orgulho Gay.


Recordei-me, ainda, de imagens de filmes antigos, do frenesi a que se entregavam, por exemplo, os militantes nazistas queimando livros ou erguendo símbolos de sua devoção obsessiva. Uma excitação cega, não entusiasmada. Os olhares vidrados. Não percebi exatamente onde estaria o “gosto pela diversidade” apregoado pelos militantes. Senti medo, antes de tudo. Não de violência, especificamente, mas daquela celebração em larga da escala do desprezo pelas conseqüências do que se faz e do que vive. Discernir o bem do mal, naquele momento, não parecia fazer sentido algum.


Mas o que mais me chamou a atenção e que será difícil de esquecer foi o cheiro quase insuportável de urina, a rua pública transformada num imenso banheiro, num lixão popular de ilusões e sentimentos perdidos.


Nota: A testemunha desses fatos sabe que os homossexuais se dizem vítimas de muitas injustiças, porém não subestima o poder dos opressores em pele de “vítimas”. Temendo que esse relato verdadeiro, mas desfavorável, a um evento gay atraia a retaliação de homossexuais em seu ambiente de trabalho, o autor desse texto prefere, para sua própria segurança e de sua família, permanecer anônimo. Os homossexuais alegam que são vítimas de todo tipo de preconceito e perseguição, mas tente mostrar ao mundo o que eles fazem… e eles lhe darão uma lição de preconceito e perseguição que você jamais vai esquecer!

ATENÇÃO! A imagem dos homossexuais que ilustra este texto, embora verdadeira, não é de São Paulo (pois a testemunha ocular não tirou fotos), mas retrata o que acontece geralmente durante ou logo depois das paradas gays.


Fonte: www.juliosevero.com.br; www.juliosevero.com

Parada gay de São Paulo teve 3 milhões e meio de participantes?


Parada gay de São Paulo teve 3 milhões e meio de participantes?

Os pinóquios de narizes compridos continuam a solta, como sempre alardeando informações e dados fantásticos sobre os homossexuais e seus eventos. Depois de revelado o exagero dos números de homossexuais assassinados no Brasil, agora a pinoquice aparece na estatística envolvendo os supostos milhões que participaram da parada da sodomia.


Entre a realidade e a ficção, os ativistas homossexuais e seus aliados preferem a ficção, doa a quem doer.


O texto abaixo é do blog Dog Viralatas Reloaded, do Carlos Vendramini:




O blog de Jorge Serrão [1] recentemente trouxe um tópico onde é apresentada contestação ao número de participantes da “Parada do Orgulho GLBT” divulgado através da grande mídia:


“Se a Paulista, do Paraíso à Consolação, tem 2.500m de comprimento e 55m de largura, são 137.500m2, então. Com uma pessoa por metro quadrado, seriam 137.000. Mas, se eram 3,5 milhões, havia 25 pessoas por metro quadrado, o que é impossível”.


Analisando o número de pessoas supostamente presentes em cada uma das duas edições imediatamente anteriores da “Parada do Orgulho GLBT” (novamente fornecidos pelos organizadores) [2], temo que neste ano de 2007 os organizadores do evento resolveram optar por uma progressão gigante no suposto número de pessoas participantes. Em 2006, os organizadores do evento divulgaram número de 2.200.000 (dois milhões e duzentas mil) pessoas. Antes, no ano de 2005, o número divulgado foi de 2.500.000 (dois milhões e quinhentas mil) pessoas. Entre os anos de 2005 e 2006, segundo os totais fornecidos pelos organizadores, houve diminuição de 300.000 (trezentas mil) pessoas participantes do evento. No ano de 2007, quem sabe para compensar o decréscimo registrado na comparação entre os dois anos anteriores, o número de participantes foi aumentado em, vejam só, 1.300.000 (um milhão e trezentas mil) pessoas.


Manipular números parece ser uma mania dos organizadores da “Parada do Orgulho GLBT”. Aliás, relembro aqui, abortistas e o Movimento Gay podem se dar as mãos em matéria de manipulação de dados. Talvez esses senhores não sintam vergonha alguma em fabricar dados, no mínimo duvidosos, em favor de seus movimentos. Claro que uma grande mídia aparelhada e, portanto, amestrada, é elemento fundamental no propósito de divulgar a grande mentira e insitir nela, para que assim esta assuma ares de verdade. Nada de novo, sendo que trata-se de conhecida tática nazista [3].


Eu, particularmente, fiquei intrigado com a questão e procurei me aprofundar um pouco mais em como calcular a taxa de ocupação em eventos e encontrei uma matéria no site World Sports Magazine [4] que traz parâmetros de como calcular a capacidade de público em um evento. Nessa matéria me chamou particularmente a atenção o critério adotado para se calcular o espaço ocupada por uma pessoa:


Adotou-se na elaboração das normas que as dimensões de uma pessoa (a largura, ombro a ombro, etc.) é uma elipse corporal de aproximadamente 0,60 m por 0,46 m, que ocupa área de cerca de 0,276 m2.


Baseado na matéria do site citado, uma pessoa ocupa uma área aproximada de 0,276 m2. Em uma área de 1 m2 é possível abrigar até quatro pessoas bem próximas umas das outras. Por que somente quatro pessoas por m2? A resposta é simples. O produto da relação entre a área ocupada por uma única pessoa e a quantidade de 4 pessoas é aproximadamente de 1 m2. Sendo assim, o máximo de pessoas que podem estar lado a lado em uma área de 1 m2 é de 4 pessoas. Faça a multiplicação:


0,276 m2 x 4 ~ 1 m2


Como já foi citado anteriormente, a área da avenida Paulista é aproximadamente de 137.500 m2, certo? Isso é a área total, mas com certeza não se trata da área ocupável total, pois esta tende a ser menor do que a área total propriamente dita. Notem que na avenida Paulista existem canteiros de flores, bancas de jornais, postos policiais, estações do metrô, postes, e talvez mais tipos de obstáculos que diminuam a taxa de ocupação da avenida. Então, ao adotarmos a área ocupável como sendo a área total da avenida, estamos a dar uma colher de chá para os organizadores do evento. Que isto fique bem claro.


Para então obtermos a quantidade máxima de pessoas possível ao longo da avenida Paulista basta calcular o produto da relação entre a área ocupável total da avenida Paulista (aqui tomada como a área total propriamente dita) e o número máximo de pessoas que podem estar lado-a-lado em uma área de 1 m2:


137.500 x 4 ~ 550.000 pessoas


O número de 550.000 (quinhentas e cinqüenta mil) pessoas é um número respeitável, não? Porém muito abaixo do total de 3.500.000 (três milhões e quinhentas mil) pessoas divulgado pelos organizadores da “Parada do Orgulho GLBT” através da grande mídia.


Sabem como um serviço de buffet conta o número de pessoas em um evento (seja casamento, festa de 15 anos et coetera) para depois poder cobrar o serviço? Bem simples. Funcionários do buffet ficam na entrada (ou entradas) do recinto com contadores nas mãos. Cada pessoa que entra o funcionário marca no contador. Simples assim. Você acredita que é possível fazer o mesmo em um local aberto? É impossível. Então de onde vem o número total de participantes apresentado pelos organizadores da “Parada do Orgulho GLBT”? Boa pergunta, não?


Pelo total de participantes fornecido pelos organizadores da “Parada do Orgulho GLBT” para ser divulgado pela grande mídia, vejam o absurdo de 25 pessoas por m2. Como é possível isso? Em verdade, isso seria até possível, desde que as pessoas formassem pirâmides de gente em cada m2. Aliás, isso não é exclusividade dos organizadores do movimento homossexual. Manipular números em favor de causa própria é um hábito pelo que se pode notar em matéria do site da RTP portuguesa sobre manifestação das vítimas do terrorismo na Espanha. Notem a semelhança [5]:


Para ter havido 1,7 milhões de pessoas na manifestação de sábado, explica a polícia, teriam de estar, não três, mas 25 pessoas por metro quadrado, o que suscitou caricaturas em que um “organizador” aponta para uma pirâmide de pessoas que diz “provar” a estimativa mais “inflacionada”.


Preciso dizer algo mais?



[1] http://alertatotal.blogspot.com/2007/06/ttica-citylondrina-acio-neves-refora.html

[2] http://exclusivo.terra.com.br/paradagay2006/interna/0,,OI1045345-EI7090,00.html

[3] “Diga mentiras grandes. Diga-as de forma simples, repita-as constantemente, tantas vezes quantas você puder, até que as pessoas comecem a acreditar no que você está dizendo” (por Julio Severo: “Propaganda e mentira na defesa das leis anti-homofobia”, 11 de junho de 2007)

[4] http://www.sportsmagazine.com.br/melhor_prev.htm

[5] http://www.rtp.pt/index.php?article=226006&visual=5



Veja também:


Propaganda e mentira na defesa das leis anti-homofobia


Depois da Parada Gay: a sujeira gay

25 de jun. de 2011

MARIA, CORREDENTORA COM CRISTO




Por Francisco Fernández Carvajal
I. AO LONGO DA VIDA terrena de Jesus, sua Mãe Santa Maria cumpriu a vontade divina e atendeu-o com solicitude amorosa, em Belém, no Egito, em Nazaré. Teve para com Ele todos os cuidados normais de que precisou, iguais aos de qualquer outra criança, e também as atenções extraordinárias que foram necessárias para proteger a sua vida. O Menino cresceu, entre Maria e José, num ambiente cheio de amor sacrificado e alegre, de proteção firme e de trabalho.

Mais tarde, durante a sua vida pública, Maria poucas vezes seguiu o Senhor de perto, mas Ela sabia a cada momento onde o seu Filho se encontrava, e chegava-lhe o eco dos seus milagres e da sua pregação. Jesus foi algumas vezes a Nazaré, e então demorava-se um pouco mais com a sua Mãe; a maioria dos seus discípulos já a conhecia desde as bodas de Caná da Galiléia1. Salvo o milagre da conversão da água em vinho, em que teve uma participação tão importante, os Evangelistas não nos falam de que tivesse presenciado nenhum outro milagre. Como não esteve presente nos momentos em que as multidões vibravam de entusiasmo pelo seu Filho. “Não a vereis entre as palmas de Jerusalém, nem – afora as primícias de Caná – à hora dos grandes milagres. – Mas não foge ao desprezo do Gólgota; ali está, «iuxta crucem Iesu», junto à cruz de Jesus, sua Mãe”2.

Deus amou a Virgem de um modo singular. Não a dispensou, no entanto, do transe do Calvário, permitindo-lhe que sofresse como ninguém jamais sofreu, exceto o seu Filho. Nesses momentos angustiantes, poderia ter-se retirado talvez para a intimidade da sua casa, longe do Calvário, na companhia amável das mulheres da aldeia; “ao fim e ao cabo, nada podia fazer, e a sua presença não evitava nem aliviava as dores nem a humilhação do seu Filho. Mas não o fez. E não o fez pela mesma razão pela qual uma mãe permanece junto do leito do filho agonizante, apesar de nada poder fazer pela sua sobrevivência”3. Enquanto o drama caminhava para o seu desfecho, foi-se aproximando pouco a pouco da Cruz; os soldados permitiram-lhe que se aproximasse.

Jesus olha para Maria e Maria olha para Jesus. Numa estreitíssima união, Maria oferece o seu Filho a Deus Pai, corredimindo com Ele. Em comunhão com o Filho dolente e agonizante, suportou a dor e quase a morte; “abdicou dos direitos de mãe sobre o seu Filho, para conseguir a salvação dos homens; e para apaziguar a justiça divina, naquilo que dela dependia, imolou o seu Filho, de modo que se pode afirmar com razão que redimiu com Cristo a linhagem humana”4.

A Virgem não só “acompanhou” Jesus, mas esteve unida ativa e intimamente ao sacrifício que se oferecia naquele primeiro altar. Participou de modo voluntário na redenção da humanidade, consumando o fiat – faça-se – que havia pronunciado anos antes em Nazaré. Por isso podemos pensar que Maria está presente em cada Missa, nesse ato que é o centro e o coração da Igreja. Esta realidade ajudar-nos-á a viver melhor o sacrifício eucarístico – unindo à entrega de Cristo a nossa, que também deve ser holocausto –, e a sentir-nos muito perto de Nossa Senhora.

II. DO ALTO DA CRUZ, Jesus confia a Santa Maria o seu Corpo Místico, a Igreja, na pessoa de São João. Sabia que necessitaríamos constantemente de uma Mãe que nos protegesse, que nos levantasse e intercedesse por nós. A partir desse momento, “Ela cuida e cuidará da Igreja com a mesma fidelidade e a mesma força com que cuidou do seu Primogênito desde a gruta de Belém, passando pelo Calvário, até o Cenáculo de Pentecostes, onde teve lugar o nascimento da Igreja. Maria está presente em todas as vicissitudes da Igreja [...]. Está unida à Igreja de modo muito particular nos momentos mais difíceis da sua história [...]. Maria aparece-nos particularmente próxima da Igreja, porque a Igreja é sempre como o seu Cristo, primeiro ainda Menino e depois Crucificado e Ressuscitado”5.

A Virgem Santa Maria intercede para que Deus imprima na alma dos cristãos os mesmos anseios que pôs na dela, o desejo corredentor de que todos os homens voltem a ser amigos de Deus. “A fé, a esperança e a ardente caridade da Virgem no cume do Gólgota, que a tornam Corredentora com Cristo de modo eminente, são também um convite para que cresçamos, para que sejamos humana e sobrenaturalmente fortes diante das dificuldades externas; um convite para que perseveremos sem desanimar na ação apostólica, ainda que por vezes pareça não haver frutos ou o horizonte se apresente obscurecido pela potência do mal.

“Lutemos – lute cada um de nós! – contra esse acostumar-se, contra esse ir tocando monotonamente, contra esse conformismo que equivale à inação. Olhemos para Cristo na Cruz, olhemos para Santa Maria junto à Cruz: sob os seus olhos abrem caminho, com espantosa arrogância, a traição, a mofa, os insultos...; mas Cristo, e, secundando a sua ação redentora, Maria, continuam fortes, perseverantes, cheios de paz, com otimismo na dor, cumprindo a missão que a Trindade lhes confiou. É uma batida à porta de cada um de nós, a recordar-nos que à hora da dor, da fadiga e da contradição mais horrenda, Cristo – e tu e eu temos que ser outros Cristos – dá cumprimento à sua missão [...]. Decido-me a aconselhar-te que voltes os teus olhos para a Virgem e lhe peças para ti e para todos: Mãe, que tenhamos confiança absoluta na ação redentora de Jesus, e que – como tu, Mãe – queiramos ser corredentores...”6

Participar na Redenção, cooperar na santificação do mundo, salvar almas para a eternidade: existe ideal maior para preencher toda uma vida? A Virgem corredime junto do seu Filho no Calvário, mas também o fez quando pronunciou o seu fiat – faça-se – ao receber a embaixada do Anjo, e em Belém, e no tempo em que permaneceu no Egito, e na sua vida normal de Nazaré... Podemos ser corredentores, tal como Ela, durante todas as horas do dia, se as cumularmos de oração, se trabalharmos conscienciosamente, se vivermos uma caridade amável com aqueles que encontramos nas nossas tarefas, na família, se oferecermos com serenidade as contrariedades de cada dia.

III. VENDO JESUS A SUA MÃE e o discípulo a quem amava, o qual estava ali, disse à sua Mãe: Mulher, eis aí o teu filho7. Era o último ato de entrega de Jesus antes de expirar; deu-nos a sua Mãe por Mãe nossa.

Desde então, o discípulo de Cristo tem algo que lhe é próprio: tem Maria como sua Mãe. O posto de Mãe na Igreja será de Maria para sempre: E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa8. Aquela foi a hora de Jesus, que inaugurava com a sua morte redentora uma nova era até o fim dos tempos. Desde então, diz Paulo VI, “se queremos ser cristãos, devemos ser marianos”9. A obra de Jesus pode resumir-se em duas maravilhosas realidades: deu-nos a filiação divina, tornando-nos filhos de Deus, e fez-nos filhos de Santa Maria.

Um autor do século III, Orígenes, faz notar que Jesus não disse a Maria: “Esse também é teu filho”, mas: “Eis aí o teu filho”; e como Maria só teve Jesus por filho, as suas palavras equivaliam a dizer-lhe: “Esse, daqui por diante, será para ti Jesus”10. A Virgem vê em cada cristão o seu filho Jesus. Trata-nos como se em nosso lugar estivesse o próprio Cristo. Como se esquecerá de nós quando nos vir necessitados? Que deixará de conseguir do seu Filho em nosso favor? Jamais poderemos fazer uma pálida idéia do amor de Maria por cada um de nós.

Acostumemo-nos a encontrar Santa Maria enquanto celebramos ou participamos da Santa Missa. “No Sacrifício do altar, a participação de Nossa Senhora evoca-nos o silencioso recato com que acompanhou a vida de seu Filho, quando andava pelas terras da Palestina. A Santa Missa é uma ação da Trindade; por vontade do Pai, cooperando com o Espírito Santo, o Filho oferece-se em oblação redentora. Nesse insondável mistério, percebe-se, como por entre véus, o rosto puríssimo de Maria: Filha de Deus Pai, Mãe de Deus Filho, Esposa de Deus Espírito Santo.

“O relacionamento com Jesus, no Sacrifício do altar, traz consigo necessariamente o relacionamento com Maria, sua Mãe. Quem encontra Jesus, encontra também a Virgem sem mancha, como aconteceu com aqueles santos personagens – os Reis Magos – que foram adorar Cristo: Entrando na casa, encontraram o Menino com Maria, sua Mãe (Mt 2, 11)”11.

Com Ela, podemos oferecer a Deus toda a nossa vida – todos os nossos pensamentos, anseios, trabalhos, afetos, ações, amores –, identificando-nos com os mesmos sentimentos que teve Cristo Jesus12: “Pai Santo!”, dizemos-lhe na intimidade do nosso coração, e podemos repeti-lo interiormente durante a Santa Missa, “pelo Coração Imaculado de Maria, eu Vos ofereço Jesus, vosso Filho muito amado, e me ofereço a mim mesmo nEle, com Ele e por Ele, por todas as suas intenções e em nome de todas as criaturas”13.

Celebrar ou assistir ao santo Sacrifício do altar tal como convém é o melhor serviço que podemos prestar a Jesus, ao seu Corpo Místico e a toda a humanidade. Junto de Maria, na Santa Missa, estamos particularmente unidos a toda a Igreja.

(1) Cfr. Jo 2, 1-10; (2) Josemaría Escrivá, Caminho, n. 507; (3) F. Suárez, A Virgem Nossa Senhora, pág. 256; (4) Bento XV, Epist. Inter sodalicia, 22-V-1918; (5) K. Wojtyla, Sinal de contradição, pág. 261; (6) A. del Portillo, Carta pastoral, 31-V-1987, n. 19; (7) Jo 19, 26; (8) Jo 19, 27; (9) Paulo VI, Homilia, 24-VI-1970; (10) Orígenes, Comentário sobre o Evangelho de São João, I, 4, 23; (11) Josemaría Escrivá, La Virgen, em Libro de Aragón, Caja de Ahorros, Saragoça, 1976; (12) cfr. Fil 2, 5; (13) P. M. Sulamitis, Oración de la ofrenda al Amor Misericordioso, Madrid, 1931.

Fonte: http://www.hablarcondios.org/

União homossexual: cardeal reafirma postura da Igreja




O cardeal-patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, reafirmou que a Igreja Católica é contrária ao 'casamento' de pessoas do mesmo sexo.

Em entrevista publicada na mais recente edição do boletim da Ordem dos Advogados, datada de maio - segundo informa Agência Ecclesia -, o cardeal afirma que "para a Igreja é absolutamente impensável aderir a uma coisa dessas".

Ao se referir ao tema da sexualidade, o cardeal-patriarca defende que a "ideia do amor paixão" é insuficiente para consolidar a relação interpessoal, que precisa de "diálogo", "ternura", "generosidade" e a atitude de "contribuir para o bem do outro".

"Passa-se com a sexualidade o que se passa com a economia: se eu estou na sociedade só a pensar em defender o meu interesse, não vou longe", disse Dom José Policarpo.

Fonte: ZENIT
Fonte: www.cleofas.com

Dom Henrique Soares: A Igreja, o Sacramento de Cristo




Vimos no artigo passado o que significa um sacramento: um sinal eficaz; sinal que torna presente a graça, a glória, a vida de Deus. Vimos, então, que o Cristo Jesus é o Sacramento de Deus: nele Deus fez-se presença pessoal no nosso meio. Assim, Cristo é o Sacramento primordial de Deus; ele que é verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Demos agora um passo adiante. O Filho de Deus feito homem, Jesus, presença viva e pessoal de Deus entre nós para nos salvar, viveu num tempo e num espaço: viveu há dois mil anos na Terra Santa. Ele entrou uma só vez na nossa história, no nosso mundo, no nosso tempo. Mas ele veio para todos, em todos os tempos; ele deseja tornar-se presente a todo instante e estar bem perto de todos os corações: seu desejo é entrar em contato conosco e que nós entremos em contato com ele, com sua palavra santa e com sua vida divina. Por isso ele fundou a Igreja! Ela é sacramento (sinal eficaz, real) de presença de Cristo no mundo; ela é Cristo continuado, corpo de Cristo crucificado e vivificado pelo Espírito na Ressurreição! No Concílio Vaticano II os Bispos do mundo inteiro, sucessores legítimos dos Apóstolos, ensinaram: “A Igreja é, unida a Cristo, como que um sacramento, isto é, um sinal e instrumento da íntima união com Deus e de todo o gênero humano” (Lumen Gentium 1).

Isso quer dizer que a Igreja vive de Cristo. Na sua Ressurreição, ele derramou sobre sua Igreja o seu Espírito Santo – o mesmo Espírito com o qual o Pai o ressuscitou dos mortos. Assim, a Igreja vive do Espírito de Cristo e no Espírito de Cristo... como o corpo, que vive da vida da cabeça, como os ramos que vivem da seiva do tronco: “Ele é a Cabeça da Igreja, que é seu corpo” (Cl 1,18). “(O Pai) o pôs acima de tudo, como cabeça da Igreja, que é seu corpo” (Ef 1,22). “Eu sou a verdadeira videira e meu Pai é o agricultor. Eu sou a videira e vós sois os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele produz muito fruto porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,1.5). Estes textos são importantes porque nos mostram que há uma união real, concreta, verdadeira, entre Cristo e a comunidade de seus discípulos, que é a Igreja. Ele realmente está presente na sua Igreja, vivificando-a, sustentando-a, agindo nela! A Igreja está ligada ao seu Senhor Jesus como o corpo está ligado à cabeça, como os ramos estão enxertados à videira. E o Espírito de Cristo ressuscitado, o Espírito Santo é a seiva, é a vida que vivifica, dirige e faz crescer este corpo, estes ramos! É assim que Cristo permanece vivo na Igreja, atuando nela na potência do Espírito: fala, age, santifica, ensina, exorta, salva pela Igreja! A Igreja é, portanto, um verdadeiro sacramento de Cristo, uma sinal real da sua presença! Ela, Igreja, não existe para si mesma, mas para anunciar Jesus, para provocar o encontro entre Jesus Salvador e a humanidade necessitada da salvação! Ela, a Igreja, não tem nenhuma salvação para dar à humanidade a não ser Jesus Cristo: é ele quem a santifica e a torna instrumento de salvação. Santo Ambrósio, grande bispo de Milão e Doutor da Igreja, dizia, no século IV: “A Igreja é a verdadeira lua. Da luz imorredoura do sol, ela recebe o brilho da imortalidade e da graça. De fato, a Igreja não reluz com luz dela mesma, mas com a luz de Cristo. Ela busca seu esplendor no sol da justiça, que é Cristo, para depois dizer: Eu vivo, mas não sou eu que vivo; é Cristo que vive em mim!” A Igreja é, portanto, o “ambiente”, o “clima”, o “espaço”, a “atmosfera” do nosso encontro com o Deus vivo, presente em Jesus Cristo. Ela é o sinal privilegiado através do qual Deus demonstra suas atenções para conosco e sua fidelidade a toda humanidade.

Mas, como disseram os Bispo do Vaticano II, ela é também sacramento da íntima união de todo o gênero humano. Isso mesmo: reunidos pelo Pai através da Palavra do Senhor Jesus, reunidos no Santo Espírito do Ressuscitado nós somos um novo povo – o Povo de Deus da nova e eterna Aliança, o povo no qual toda a humanidade é chamada a entrar para ser filha do mesmo Pai, imagem do único Filho pela ação potente do único Espírito que nos une num só Corpo de Cristo! Por isso, a Igreja é já sacramento (sinal verdadeiro, eficaz) da união de toda a humanidade com Deus e dos homens entre si, como deverá ser um dia, na Glória do Pai.

Por tudo isso, um monge do século IV saudava assim a santa Igreja: “Que jamais te eclipses na escuridão da lua nova, ó Lua sempre irradiante! Ilumina-nos o caminho por entre a impenetrável escuridão divina das Escrituras! Que jamais deixes, ó esposa e companheira de viagem do Sol que é Cristo, o qual como esposo da lua, te envolve em sua luz! Sim, que jamais deixes de enviar-nos da parte dele, nosso Salvador, os teus raios luminosos, a fim de que ele, por si mesmo e através de ti, santa Igreja de Cristo, transmita às estrelas a sua luz, acendendo-as de ti e por ti!”

Fonte: http://www.domhenrique.com/

24 de jun. de 2011

Sexo na adolescência ligado a índices mais elevados de divórcio




Sexo na adolescência ligado a índices mais elevados de divórcio
John-Henry Westen
CIDADE DE IOWA, EUA, 21 de junho de 2011 (Notícias Pró-Família) — Um estudo da Universidade de Iowa revelou que as mulheres que têm seu primeiro envolvimento sexual na adolescência têm mais probabilidade de se divorciarem.
Publicado na edição de abril da Revisa de Casamento e Família, a análise revelou que 31 por cento das mulheres que fizeram sexo pela primeira vez quando eram adolescentes se divorciaram dentro de cinco anos depois de se casarem, e 47 por cento se divorciaram dentro de 10 anos. O índice de divórcio para mulheres que adiaram o sexo até se tornarem adultas foi muito mais baixo: 15 por cento em cinco anos e 27 por cento em 10 anos.
Anthony Paik, autor do estudo e professor adjunto de sociologia na Faculdade UI de Ciências e Artes Liberais, examinou as respostas de 3.793 mulheres que alguma vez se casaram até a Pesquisa Nacional de Crescimento da Família de 2002.
Uma primeira experiência sexual que foi indesejada ou não completamente desejada tinha forte ligação com divórcio. Se a jovem tivesse escolhido perder a virgindade como adolescente, os resultados eram mais sutis.
Quando a primeira relação sexual ocorreu no início da adolescência — antes da idade de 16 anos — as mulheres tinham mais probabilidade de se divorciarem, ainda que essa primeira experiência sexual tivesse sido desejada.
O estudo também revelou que 31 por cento das mulheres que tiveram experiência de iniciação sexual na adolescência fizeram sexo pré-conjugal com múltiplos parceiros, em comparação com 24 por cento daquelas que esperaram. De cada quatro mulheres que fizeram sexo durante seus anos na adolescência, uma teve um bebê antes de se casar, em comparação com apenas uma em cada dez que esperaram mais.
Além disso, só uma pequena percentagem de mulheres que fizeram sexo antes da idade de 18 anos disse que a experiência foi completamente desejada. Só 1 por cento escolheu fazer sexo com a idade de 13 anos ou mais cedo, 5 por cento com a idade de 14 ou 15, e 10 por cento com a idade de 16 ou 17. Outros 42 por cento relataram que sua primeira relação sexual antes da idade de 18 anos foi completamente desejada, enquanto o restante da amostra aguardou até a idade de 18 anos ou mais para fazer sexo (desejado, 22 por cento; indesejado, 21 por cento).
“É um assunto oportuno, considerando o atual debate acerca da sexualização das meninas”, disse Paik.
fonte: http://juliosevero.blogspot.com/

OS COVARDES DIZEM SIM A BARRABÁS



OS COVARDES DIZEM SIM A BARRABÁS

(Mc 15, 11)



“Os chefes dos sacerdotes, porém, incitavam o povo para que pedisse que, antes, lhes soltasse Barrabás”.



Uma das humilhações mais atrozes que Jesus Cristo padeceu na sua paixão foi, certamente, no pretório de Pôncio Pilatos, procurador da Judéia: “Como o Senhor tem uma alma generosa, talvez este desprezo e esta ingratidão ao escolherem Barrabás, foram as ofensas mais profundas que o Senhor recebeu em sua Paixão, maiores que as agressões físicas sofridas em seu corpo” (Pe. Luis de la Palma).

Todos O acusavam… e Jesus se calava. Pilatos tinha medo daquele silêncio de Nosso Senhor.

Todo ano, na festa da Páscoa, era costume libertar um prisioneiro, qualquer um que a multidão pedisse. Naquele ano havia no cárcere um revolucionário que cometera um homicídio numa revolta: Barrabás.

Pilatos, voltando-se para o povo, perguntou: “Quereis Jesus ou Barrabás?”

Então sobre toda a multidão passou o sopro instigador dos sacerdotes e dos anciãos.

Pilatos perguntou ainda: “Jesus ou Barrabás?”

São Jerônimo comenta: “Sete vezes quis Pilatos soltar a Jesus, três vezes declarou publicamente que nenhuma culpa achava n’Ele, e todavia cede à pressão de seus inimigos”.

E todo o povo bradou: “Barrabás!”

Edições Theologica comenta: “Pilatos, em vez de sair em aberta defesa do inocente, como era seu dever e lhe era ditado pela consciência, não quer enfrentar-se com os sinedritas e pretende que seja o povo que se enfrente e liberte Jesus”.

Jesus Cristo era o mestre, o benfeitor… aquele que curava os doentes e enxugava o pranto aos aflitos.

Deus foi condenado… e a criatura colocada em liberdade.

Católico, você não faz o mesmo quando escolhe o pecado e despreza a virtude? Quando chuta a luz e se abraça com as trevas? Quando diz não à santidade para viver no vício?

O coração do homem é perigoso… é um abismo… muda com frequência. Diante desse coração que vacila continuamente, preocupemo-nos em agradar somente a Deus: “Quando formos ofendidos, pensemos que pouco vale a opinião dos homens e busquemos somente agradar a Deus” (Pe. Luis de la Palma).

Um sacerdote da Missão escreve: “Eis o que acontece ao pecador todas as vezes que, resistindo aos estímulos da consciência, à voz de Deus e da razão, tudo calca aos pés para chegar às honras e às dignidades; abandona e despreza o mesmo Deus para conservar o apego, a amizade e o amor a uma vil criatura ou a um vil interesse”.

A ingratidão reinava nos corações. Liberdade a Barrabás!

Católico, a mesma afronta, de modo mais escondido, porém não menos verdadeiro, fazem a Deus aqueles que se deixam dominar pelas zombarias ou pelas ameaças dos maus. Esses católicos preferem o mundo a Deus; os juízos do mundo aos juízos divinos.

Como é triste e vergonhoso ver milhões de católicos concordarem com os inimigos de Deus e da Santa Igreja por causa de zombarias e ameaças… os mesmos viram as costas para Deus e deixam de caminharem na santidade com medo de serem desprezados e ridicularizados… esses são católicos camaleônicos: “Mudam de cor - mudam de opinião, de atitude – de acordo com o meio social ou cultural em que se encontram. São ‘progressistas’ ou ‘conservadores’, ‘católicos liberais’ ou ‘católicos praticantes’, ‘gozadores debochados’ ou ‘homens bem-comportados’, ‘pais de família extremosos’ ou ‘quarentões interessantes’, ‘sirigaitas de barzinho’ ou ‘executivos eficientes’, de acordo com o lugar ou o ambiente por onde passam” (Dom Rafael Llano Cifuentes).

Esses condenam a Nosso Senhor e “liberta” Barrabás.

O jovem que, na oficina, ouvindo palavras blasfemas ou feias, não tem a coragem de impor silêncio; aquele que come carne nos dias proibidos para não ser escarnecido pelos companheiros; a mulher que deixa de comungar diariamente para não ser zombada pelas amigas… todos estes rejeitam a Deus e se voltam para o mundo; querem Barrabás e crucificam Cristo.

Precisamos ser luz em todos os ambientes, mesmo nos ameaçadores. Devemos brilhar com o nosso bom exemplo, principalmente nos ambientes contrários à santidade: “Brilhe do mesmo modo a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, eles glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt 5, 16), e: “Devemos ter presente que muitas vezes teremos que evangelizar contra a corrente, como também o fizeram tantos bons cristãos ao longo dos séculos” (Pe. Francisco Fernández Carvajal).

O Pe. João Colombo escreve: “O respeito humano é, pois, uma apostasia; não somente isto, mas é também um grave mal da alma, o qual inutiliza toda graça divina para a salvação”.

Deus bem pode suscitar no coração disposições para uma vida mais cristã, pode sugerir propósitos de conversão; mas o homem possuído pelo respeito humano deixa abordarem as boas inspirações por medo do mundo.

Deus bem pode fazer-lhe ouvir uma pregação que o ilumine e que o convença; mas ele não tem a coragem de mostrar-se convencido.

Deus pode enviar-lhe também uma doença que o leve à extremidade da vida e o faça olhar no abismo da eternidade; mas depois, curado, ele ainda tem o mesmo “fantasma” diante de si: que dirão os homens? Que farão os amigos? “Deixar de fazer o bem por temor de um – que dirão os homens? – é declarar-se covarde, é ser vencido antes de entrar em campo com o inimigo” (Pe. Alexandrino Monteiro).

Até na hora da morte, muitos católicos, ainda vítimas do respeito humano, não aceitam a Unção dos enfermos por não quererem ser julgados doentes.

E, por vergonha de viverem como católicos fiéis a Nosso Senhor, morrem como cães.

Pe. Divino Antônio Lopes FP.

Anápolis, 19 de junho de 2011

Artigo de Dom Henrique Soares: Vaticano II? Sim! Mas, qual?


Muita gente interpretou e interpreta o Concílio Vaticano II como uma ruptura com o passado. É comum até mesmo em salas de aula de cursos de teologia encontrar professores ridicularizando gostosamente a Igreja "pré-conciliar". Segundo essa mentalidade, antes do Concílio tudo era imperfeito e a Igreja era um museu: autoritária, alienada e afastada do mundo... Após o Concílio, ao invés, tudo é maravilhoso, tudo se faz novo e deve ser fazer de novo! Certamente, tal interpretação é totalmente equivocada. Bento XVI a chama de hermenêutica da descontinuidade. Segundo o Papa, o modo correto de compreender o Vaticano II é a hermenêutica da reforma: na força do Espírito Santo a Igreja viva vai sendo sempre e gradualmente reformada... O Vaticano II é apenas mais um evento desse contínuo processo que vai de Cristo até o fim dos tempos. O Concílio não rompeu com o passado, mas o relê e o reinterpreta no presente... Vejam só algumas frases de Bento XVI, no seu discurso de final de ano à Cúria Romana neste 2005:

“Por um lado, dá-se uma interpretação que gostaria de chamar de 'hermenêutica da descontinuidade e da ruptura'; com freqüência pôde servir-se da simpatia dos meios de comunicação, e também de uma parte da teologia moderna. Por outra parte, dá-se a 'hermenêutica da reforma', da renovação na continuidade do único sujeito-Igreja, que o Senhor nos deu; é um sujeito único do Povo de Deus em caminho”.

“A hermenêutica da descontinuidade corre o risco de acabar em uma ruptura entre a Igreja pré-conciliar e a Igreja pós-conciliar. Afirma que os textos do Concílio como tal não seriam a autêntica expressão do espírito do Concílio. Seriam o resultado de compromissos nos quais, para alcançar a unanimidade, teve-se que lutar contra muitas coisas velhas que hoje são inúteis. No entanto, o verdadeiro espírito do Concílio não se revelaria nestes compromissos, mas nos impulsos para o novo que estão subentendidos nos mesmos: só estes representariam o verdadeiro espírito do Concílio e partindo deles e em conformidade com eles haveria que seguir adiante. Precisamente porque os textos refletiriam somente de maneira imperfeita o verdadeiro espírito do Concílio e sua novidade, seria necessário ir corajosamente mais além dos textos, deixando espaço à novidade na que se expressaria a intenção mais profunda, ainda que todavia não clara, do Concílio. Em uma palavra, não haveria que seguir os textos do Concílio, mas seu espírito…”

Depois de criticar duramente essa hermenêutica da descontinuidade, o Papa alerta para a necessidade de interpretar e viver o Concílio no espírito de continuidade com a grande Tradição da Igreja. Nesta perspectiva, sim, o Vaticano II já deu e continuará dando inúmeros e preciosos frutos à Igreja de Cristo!

O discurso do Santo Padre pode ser lido neste mesmo site, no link "Bento XVI". O Papa faz também um belíssimo elogio a João Paulo II Magno. Acho que vale a pena dá uma olhada...

O Papa no Corpus Christi: a Eucaristia é o caminho para transformar o mundo


Vaticano, 23 Jun. 11 / 07:17 pm (ACI/EWTN Noticias)

Ao presidir hoje a Missa pela Solenidade do Corpus Christi (Corpo e Sangue de Cristo), o Papa Bento XVI ressaltou que a Eucaristia é o caminho e a força imprescindível para transformar o mundo desde seus alicerces.

Na homilia da Missa que presidiu na Basílica de São João de Latrão em Roma (Itália), o Papa explicou que a festa de hoje é inseparável da Quinta-feira Santa, da Missa da Ceia do Senhor, na qual se celebra a instituição da Eucaristia.

Em sua homilia o Papa assinalou que no Corpus Christi, "o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas da cidade e povoados para manifestar que Cristo ressuscitado caminha em meio a nós e nos guia rumo ao Reino dos céus".

"Na Missa in Caena Domini da última Quinta-feira Santa, sublinhei que na Eucaristia acontece a transformação dos dons desta terra – o pão e o vinho – destinada a transformar a nossa vida e a inaugurar assim a transformação do mundo. Nesta noite, gostaria de retomar tal perspectiva.".

O Papa explicou que tudo começa no coração de Cristo que na Última Ceia deu graças a Deus e se ofereceu para a salvação de todos os homens e mulheres da história da humanidade, converteu-se em "dom de um Amor mais forte que a morte, Amor divino que o fez ressuscitar dos mortos.".

Então, do coração de Cristo brota "surge aquele dinamismo que transforma a realidade nas suas dimensões cósmicas, humana e histórica. Tudo procede de Deus, da onipotência do seu Amor Uno e Trino, encarnado em Jesus”.

“Nesse Amor está imerso o coração de Cristo; por isso Ele sabe agradecer e louvar a Deus também frente à traição e à violência, e desse modo transforma as coisas, as pessoas e o mundo".

Bento XVI explicou logo que com freqüência se chama de comunhão o ato de comer o pão eucarístico porque quando se realiza, "entramos em comunhão com a vida mesma de Jesus, no dinamismo dessa vida que se dá a nós e por nós. De Deus, através de Jesus, até nós: uma única comunhão se transmite na Santa Eucaristia".

“Enquanto, portanto, o alimento corporal é assimilado pelo nosso organismo e contribui para o seu sustento, no caso da Eucaristia trata-se de um Pão diferente: não somos nós a assimilá-lo, mas esse que nos assimila a si, até que nos tornemos configurados a Jesus Cristo, membros do seu corpo, uma coisa somente com Ele", afirmou o Papa.

"A comunhão eucarística me une à pessoa que tenho ao lado, e com a qual talvez não tenha sequer um bom relacionamento, mas também aos irmãos distantes, em todas as partes do mundo", acrescentou.

Dessa forma a Eucaristia se converte na base da presença social da Igreja: "Quem reconhece Jesus na Hóstia Santa reconhece-o no irmão que sofre, que tem fome e sede, que é forasteiro, nu, doente, encarcerado; e está atento a cada pessoa, compromete-se, de modo concreto, com todos aqueles que estão em necessidade", assegurou.

"Do dom de amor de Cristo provém, portanto, a nossa especial responsabilidade de cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa, fraterna. Especialmente no nosso tempo, em que a globalização torna-nos sempre mais dependentes uns dos outros, o Cristianismo pode e deve fazer sim que essa unidade não se construa sem Deus, isto é, sem o verdadeiro Amor, o que daria espaço à confusão, ao individualismo, à opressão de todos contra todos".

O Papa Bento afirmou logo que "o Evangelho procura sempre a unidade da família humana, uma unidade não imposta do alto, nem por interesses ideológicos ou econômicos, mas sim a partir do senso de responsabilidade de uns com relação aos outros, porque nos reconhecemos membros de um mesmo corpo, do corpo de Cristo, porque aprendemos e aprendemos constantemente do Sacramento do Altar que a partilha, o amor é o caminho da verdadeira justiça".

Quando Jesus se entrega, explicou, aceita por amor a paixão e a morte, transformando-a em um ato de doação: "Essa é a transformação da qual o mundo tem mais necessidade, porque o redime pelo interior, abre-o às dimensões do Reino dos céus".

"Mas essa renovação do mundo Deus quis realizá-la sempre através da mesma via seguida por Cristo, aquela via, antes, que é Ele mesmo. Não há nada de mágico no Cristianismo. Não existem atalhos, mas tudo passa através da lógica humilde e paciente do grão de trigo que se quebra para dar vida, a lógica da fé que move as montanhas com a força suave de Deus".

Por eles, ressaltou o Papa, "Deus quis continuar a renovar a humanidade, a história e o cosmo através dessa cadeia de transformações, da qual a Eucaristia é o sacramento".

Com a Eucaristia, disse logo Bento XVI, e "sem ilusões, sem utopias ideológicas, nós caminhamos pelas estradas do mundo, levando dentro de nós o Corpo do Senhor, como a Virgem Maria no mistério da Visitação".

"Com a humildade de saber-nos simples grãos, preservamos a firme certeza de que o amor de Deus, encarnado em Cristo, é mais forte que o mal, a violência e a morte. Sabemos que Deus prepara para todos os homens céus novos e terra nova, em que reinam a paz e a justiça – e na fé entrevemos o mundo novo, que é a nossa verdadeira pátria".

O Papa concluiu recordando a promessa de Cristo " Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo" e disse em agradecimento: Obrigado, Senhor Jesus! Obrigado pela tua fidelidade, que sustenta a nossa esperança. Permanece conosco, porque já é noite. "Bom Pastor, verdadeiro Pão, ó Jesus, piedade de nós; nutri-nos, defendei-nos, levai-nos aos bens eternos, na terra dos viventes!". Amém.".

Fonte: ACI Digital