Exorcismo

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Consagração a Virgem Maria

Escravidão a Santissima Virgem, Orações, Devoção

Formação para Jovens

Espiritualidade, sexualidade, diverção, oração

19 de jul. de 2011

A Confissão dos pecados.


Todos os nossos pecados – passados, presentes e futuros – são perdoados de uma vez por todas quando nos tornamos cristãos? Não, de acordo com a Bíblia ou com os primeiros Padres da Igreja. A Escritura não afirma em nenhum lugar que os nossos pecados futuros são perdoados. Ao contrário, Ela nos ensina a orar: "E perdoai-nos as nossas dívidas, como nós também temos perdoado aos nossos devedores." (Mt 6:12).

O meio pelo qual Deus perdoa pecados depois do batismo é a confissão: "Se reconhecemos os nossos pecados, (Deus aí está) fiel e justo para nos perdoar os pecados e para nos purificar de toda iniquidade." (1Jo 1:9). Pecados menores ou veniais podem ser confessados diretamente a Deus, mas para pecados graves ou mortais, que esmagam a vida espiritual da alma, Deus instituiu um meio diferente para obter perdão: o sacramento conhecido popularmente como confissão,penitência ou reconciliação.

Este sacramento está enraizado na missão que Deus deu a Cristo como o Filho do Homem na terra para ir e perdoar pecados (cf. Mt 9:6). Assim, a multidão que testemunhou esse novo poder "glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens." (Mt 9:8; observe o plural "homens"). Depois da Sua ressurreição, Jesus transmitiu Sua missão de perdoar pecados aos seus ministros, dizendo-lhes "Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós... Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos." (Jo 20:21–23).

Visto que não é possível confessar todas as nossas muitas faltas diárias, sabemos que a reconciliação sacramental é necessária apenas para pecados graves ou mortais – mas é necessária, senão Cristo não teria ordenado isso.

Ao longo do tempo, mudaram as formas que o sacramento foi administrado. Na Igreja primitiva, pecados publicamente conhecidos (como apostasia) foram muitas vezes confessados abertamente na igreja, embora a confissão privada com um sacerdote fosse sempre uma opção para os pecados cometidos particularmente. Ainda assim, a confissão não era apenas algo feito em silêncio a Deus por si só, mas algo feito "na igreja", como o Didaqué (70 d.C.) indica.

As penitências também tendiam a ser executadas antes e não após a absolvição, e elas eram muito mais rigorosas que as de hoje (penitência de dez anos para o aborto, por exemplo, era comum na Igreja primitiva).

Mas o básico do sacramento sempre esteve lá, conforme revelam as citações seguintes. De especial significado é seu reconhecimento de que a confissão e a absolvição devam ser recebidas por um pecador antes de receber a Sagrada Comunhão, porque "todo aquele que... come o pão ou bebe o cálice do Senhor de forma indigna será culpado por profanar o corpo e o sangue do Senhor. "(1Cor 11:27).

A Didaqué

"Confessa teus pecados na igreja e não eleves tua oração com uma consciência má. Este é o modo de vida... No Dia do Senhor reuni-vos juntos, parti o pão e dai graças, depois de confessares tuas transgressões para que teu sacrifício possa ser puro." (Didaqué 4:14, 14:1 [70 d.C.]).

A Carta de Barnabé

"Vós deveis julgar retamente. Vós não deveis fazer um cisma, mas deveis pacificar aqueles que lutam por trazer-vos reunidos. Vós deveis confessar vossos pecados. Vós não deveis ir à oração com uma consciência má. Este é o caminho da luz." (Carta de Barnabé 19 [74 d.C]).

Inácio de Antioquia

"Para que todos quantos são de Deus e de Jesus Cristo estejam também com o bispo. E tantos quantos devam, no exercício de penitência, retornar para a unidade da Igreja, estes, também, devam pertencer a Deus, que eles possam viver de acordo com Jesus Cristo." (Carta aos Filadelfienses 3 [110 d.C.]).

"Porque onde há divisão e ira, Deus não habita. A todos eles que se arrependem, o Senhor concede perdão, se eles apresentam penitência para a unidade de Deus e a comunhão com o bispo." (idem, 8).

Ireneu

"[Os discípulos gnósticos de Marcos] têm iludido muitas mulheres... Suas consciências têm sido marcadas como acontece com um ferro quente. Algumas dessas mulheres fazem uma confissão pública, mas outras ficam envergonhadas de fazer isso, e, em silêncio, como se retirando de si mesmas a esperança de vida de Deus, elas apostatam inteiramente ou hesitam entre os dois cursos." (Contra as Heresias 1:22 [189 d.C.]).

Tertuliano

"[Com relação à confissão, alguns] fogem deste trabalho como sendo uma exposição de si mesmos, ou eles adiam de dia para dia.

Hipólito

"[O bispo conduzindo a ordenação do novo bispo deve orar:] Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... Derrame agora o poder que vem de Vós, do Vosso Espírito real, que destes ao Vosso amado Filho, Jesus Cristo, e que Ele deu aos seus santos apóstolos... e concedei a este Vosso servo, que Vós escolhestes para o episcopado, [o poder] para alimentar Vosso rebanho sagrado e para servir sem culpa como Vosso sumo sacerdote, ministrando dia e noite para propiciar incessantemente diante de Vosso rosto e para oferecer-Vos os dons da Vossa santa Igreja, e pelo Espírito de sumo sacerdócio ter a autoridade para perdoar pecados de acordo com Vosso mandamento." (Tradição Apostólica 3 [215 d.C.]).

Orígenes

"[Um método final de perdão], embora difícil e trabalhoso, [é] a remissão dos pecados por meio da penitência, quando o pecador... não se retrai de declarar seu pecado a um sacerdote do Senhor e de buscar remédio, após a forma dele que diz: 'Eu disse, "Ao Senhor acusar-me-ei de minha iniquidade"'" (Homilias sobre Levítico 2:4 [248 d.C.]).

Cipriano de Cartago

"O apóstolo [Paulo] da mesma forma dá testemunho e diz: ‘... Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor." (1Cor 11:27]. Mas [o impenitente] repele desdenhosamente e despreza todos esses avisos; antes de que seus pecados sejam expiados, antes de que eles tenham feito uma confissão de seus crimes, antes de que sua consciência tenha sido purgada na cerimônia e às mãos do sacerdote... eles fazem violência ao corpo e sangue [do Senhor], e com suas mãos e boca pecam contra o Senhor mais do que quando O negavam" (Os Decaídos 15:1–3 (251 d.C.]).

"De fé bem maior e temor salutar são aqueles que... confessam seus pecados aos sacerdotes de Deus de uma maneira franca e na tristeza, fazendo uma declaração aberta de consciência... Eu vos suplico, irmãos, que todos que pecaram confessem seus pecados enquanto ainda estão neste mundo, enquanto sua confissão ainda é admissível, enquanto a satisfação e a remissão feita através dos sacerdotes ainda são agradáveis diante do Senhor." (idem., 28).

"[Os] pecadores podem fazer penitência para um tempo determinado, e de acordo com as regras de disciplina vêm à confissão pública, e por imposição da mão do bispo e clero recebe o direito de comunhão. [Mas agora alguns] com seu tempo [de penitência] ainda não cumprido... eles são admitidos à comunhão, e seu nome é apresentado; e enquanto a penitência ainda não é realizada, a confissão ainda não é feita, as mãos do bispo e clero ainda não são postas sobre eles, a Eucaristia é dada a eles; contudo está escrito, 'Por isso, todo aquele que comer do pão ou beber do cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.' [1Cor 11:27]" (Cartas 9:2 [253 d.C.]).

"E não penses, querido irmão, que vai ser reduzida a coragem dos irmãos, ou que os martírios falharão por esta causa, que a penitência seja diminuída para os decaídos, e que a esperança de paz [ou seja, a absolvição] seja oferecida ao penitente... Para os adúlteros mesmo um tempo de arrependimento é concedido por nós, e a paz é dada." (idem., 51[55]:20).

"Mas eu me pergunto se alguns são tão obstinados para pensar que o arrependimento não seja concedido aos decaídos, ou supor que o perdão é para ser negado ao penitente, quando está escrito, 'Lembra-te por que motivo estás caído, e arrepende-te, e faz as primeiras obras' [Ap 2:5], que certamente é dito a ele que evidentemente caiu, e a quem o Senhor exorta a levantar-se novamente por seus atos [de penitência], porque está escrito: 'A esmola livra da morte.' [Tb 12:9]" (idem, 51[55]:22).

O sábio persa Afrahat

"Vós [sacerdotes], então, que sois discípulos do nosso ilustre médico [Cristo], não deveis negar um curativo àqueles que necessitam de cura. E se alguém descobre a ferida dele antes de vós, dai-lhe o remédio do arrependimento. E aquele que tem vergonha de tornar conhecido sua fraqueza, encorajai-o para que ele não o esconda de vós. E quando ele vos tiver revelado, não o torne público, para que, por causa disso, o inocente possa ser considerado como culpado por nossos inimigos e por aqueles que nos odeiam." (Tratados 7:3 [340 d.C.]).

Basílio, o Grande

"É necessário confessar nossos pecados àqueles a quem é confiada a entrega dos mistérios de Deus. Aqueles fazendo penitência de antigos são encontrados para tê-la feito antes dos santos. Está escrito no Evangelho que eles confessaram seus pecados a João Batista [Mt 3:6], mas em Atos [19:18] eles confessaram aos apóstolos." (Regras Brevemente Tratadas 288 [374 d.C.]).

João Crisóstomo

"Os sacerdotes receberam um poder que Deus não deu nem aos anjos, nem aos arcanjos. Foi dito a eles: 'Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes sobre a terra será também desligado no céu'. De fato, os governantes temporais têm o poder de ligação; mas eles só podem ligar o corpo. Os sacerdotes, por outro lado, podem ligar com um vínculo que pertence à própria alma e transcende os próprios céus. [Deus] não lhes deu todos os poderes do céu? 'Àqueles a quem perdoardes os pecados,' diz, 'ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.' Que poder há maior do que este? O Pai deu ao Filho todo julgamento. E agora eu vejo o Filho colocando todo esse poder nas mãos dos homens [Mt 10:40; Jo 20:21–23]. Eles são elevados a esta dignidade como se eles já fossem recolhidos ao céu." (O Sacerdócio 3:5 [387 d.C.]).

Ambrósio de Milão

"Para aqueles a quem foi dado [o direito de ligação e separação], é óbvio que ambos são permitidos, ou nenhum é permitido. Ambos são permitidos para a Igreja, nenhum é permitido para a heresia. Porque este direito foi concedido somente aos sacerdotes." (Penitência 1:1 [388 d.C.]).

Jerônimo

"Se a serpente, o diabo, morde alguém secretamente, ele infecta essa pessoa com o veneno do pecado. E se quem foi mordido se mantém em silêncio e não faz penitência, e não quer confessar sua ofensa... então seu irmão e seu mestre, que têm a palavra [de absolvição] que vai curá-lo, não pode ajudá-lo." (Comentário sobre Eclesiastes 10:11 [388 d.C.]).

Agostinho

"Quando tiveres sido batizado, mantém uma vida boa nos mandamentos de Deus para que possas preservar teu batismo até o fim. Não te digo que viverás aqui sem pecado, mas eles são pecados veniais os quais esta vida nunca está sem. O Batismo foi instituído para todos os pecados. Para os pecados leves, sem os quais nós não podemos viver, a oração foi instituída... Mas não cometas aqueles pecados por conta dos quais tu terias de ser separado do corpo de Cristo. Que pereça o pensamento! Porque aqueles a quem vês fazendo penitência cometeram crimes, também adultério ou algumas outras maldades. É por isso que eles estão fazendo penitência. Se os pecados deles fossem leves, a oração diária bastaria para apagá-los... Na Igreja, portanto, há três maneiras de os pecados serem perdoados: nos batismos, na oração e na humildade maior de penitência." (Sermão aos Catecúmenos sobre o Credo 7:15, 8:16 [395 d.C.]).

Traduzido para o Veritatis Splendor por Marcos Zamith diretamente do original em inglês em http://www.catholic.com/library/Confession.asp

18 de jul. de 2011

Vejam vídeo que foi censurado no youtube. A confusão que a "União Gay" provoca nas crianças.


No final da semana passada postamos um vídeo que estava fazendo muito sucesso no youtube, um material que mostra concretamente a confusão mental que a união homossexual provoca na mente de crianças.

As imagens do vídeo são cenas que sem duvidas já se repetem em muitos lares e escolas brasileiras, sobretudo agora com a aprovação da “união homoafetiva” e também com as más intenções do ministério da educação de doutrinar nossas crianças com os “Kit,s Gays da vida” e outros projetos.

O youtube censurou o vídeo alegando que foi por questões de direitos autorais. Fica difícil acreditar nesta história de direitos autorais, sabemos que é de praxe o movimento gay trabalhar incansavelmente para tirar de cena qualquer material que ponha em cheque a imagem dos projetos revolucionários.

Teve um irmão que salvou o vídeo e o reproduziu no youtube, colocamo-lo novamente a disposição para que vocês o vejam ou revejam :


É lastimável ver estes revolucionários “desgraçados” trabalhando para que nossas crianças cresçam relativizando a natureza instituída por Deus. Estão promovendo uma terrível revolução cultural, agredindo sem piedade alguma a cultura judaico-cristã. Isto merece nossa indignação e total atenção possível para com nossas crianças.

Salve Maria!

Padre Paulo Ricardo fala sobre a importância da oração.


Padre Paulo Ricardo esclarece dúvida de um sacerdote. Vejam:


Nicarágua: ”Missa revolucionária” é rechaçada por Arcebispo de Manágua.


Fonte: EFE

O bispo auxiliar de Manágua, Silvio Báez, qualificou hoje como “uma ofensa gravíssima” contra a Igreja Católica da Nicarágua a “missa revolucionária” com a qual a Frente Sandinista anunciou que irá celebrar o 32º aniversário da queda da ditadura dos Somoza na próxima terça-feira, 19 de julho.

O religioso defendeu que a primeira-dama nicaraguense e coordenadora do Conselho de Comunicação e Cidadania do governo,Rosario Murillo (na foto, ao lado de Ortega), que fez esse anúncio, ultrapassa “o aceitável”.

“Ela está tocando algo muito sagrado. A senhora Murillo ofende gravemente a Igreja Católica e a grande maioria do povo da Nicarágua”, disse Báez.

Murillo, que exerce 50% do poder na Nicarágua delegado pelo presidente do país,Daniel Ortega , anunciou na quarta-feira passada que os sandinistas celebração o 32º aniversário da queda da ditadurados Somoza com uma “grande missa revolucionária” e enchendo-se do “deus dos pobres”.

“Para os católicos, a missa e a Eucaristia são o ato mais santo e sagrado que existe. Cristo se torna presente entre nós. Não se pode chamar de missa e de Eucaristia a concentração de um partido político”, criticou o bispo.

O religioso disse que, se necessário, a Conferência Episcopal da Nicarágua se pronunciará acerca desse tema.

Segundo declarações publicadas nesta semana pelo sítio governamental El 19, Murillo qualificou de “grande missa revolucionária” a concentração do dia 19 de julho, prevista para as 16h locais, na Plaza de la Fe Juan Pablo II.

“Esse ato do dia 19 de julho de todos os anos é como uma grande missa. Deus me perdoe se eu ofendo alguém, mas é isso. Nós vamos a uma missa revolucionária, vamos cantar, encher-nos do deus dos pobres, do amor ao próximo”, assinalou Murillo.

Os sandinistas também celebração nessa data o 50º aniversário da sua fundação.

Por outro lado, dirigentes do chamado Partido de Resistência Liberal Somocista (PRLS), recentemente criado e sem personalidade jurídica, expressaram hoje seu respaldo à candidatura presidencial de Ortega, que buscará a reeleição nos comícios de novembro próximo.

O mandatário nicaraguense lidera todas as pesquisa de intenção de voto para as eleições do dia 6 de novembro, nas quais 3,3 milhões de nicaraguenses estão habilitados para eleger o presidente, vice-presidente, 90 deputados para a Assembleia Nacional e 20 para o Parlamento Centro-Americano.

A Constituição da Nicarágua proíbe a reeleição presidencial sucessiva, mas Ortega conseguiu optar por um segundo mandato consecutivo depois que os juízes sandinistas da Corte Suprema de Justiça declararam inaplicável essa norma.

O dia 19 de julho é feriado e festa nacional na Nicarágua, decretado em 1980, durante o primeiro governo sandinista para recordar a derrubada da dinastia dos Somoza (1937-1979).


Fonte: http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/

Santa Joana d'Arc: uma mulher que não vendeu sua consciência

Há certas figuras históricas que fascinam pela excepcionalidade. Os biógrafos procuram se deter exatamente nos pontos que consideram fundamentais para desvendar (se é que é possível) os mistérios que motivam as ações dessas personagens capazes de feitos incomuns e que se destacam pelo extraordinário.

Essa busca justifica as centenas de estudos em torno daqueles que protagonizam grandes acontecimentos e, ao mesmo tempo, propiciam mudanças significativas em determinado contexto social. Dentre essas figuras, na história da França, está Joana d’Arc.

Mais de cinco séculos depois, “a estranha carreira de Joana d’Arc permanece ainda uma história cuja conclusão não foi encontrada”, afirma Victória Sackville-West, a consagrada autora da clássica biografia da Pucelle d’Orleans, intitulada Joana d’Arc, escrita em 1935, e publicada no Brasil, pela Nova Fronteira (363 págs.), com tradução de Marta Rodolfo Schmidt.

Como entender o fenômeno Joana d’Arc sem mitificações? Esta foi a proposta de Sackville-West, que inova com um trabalho ousado, imparcial e minucioso da trajetória da camponesa de Domrémy, que se tornou uma das mais empolgantes lendas do povo francês. Outros autores se debruçaram sobre o mesmo tema, como Hillaire Belloc, Alice Buchan, Anatole France, Gabriel Hanotaux, Grace James, John Lamond, Siméon Luce, Andrew Lang, etc; procurando relacionar Joana d’Arc na complexidade do cenário político, religioso e cultural de sua época. Sackville-West explicita no prefácio que desejou concentrar-se “na própria Joana d’Arc, apresentando o mínimo de referências políticas”. Para a autora, Joana d’Arc foi muito mais importante e problemática que qualquer uma das figuras políticas que a rodearam”.

Como pôde uma jovem campesina, num brevíssimo período de vida (viveu apenas 19 anos) ter influído de maneira tão decisiva no xadrez político de duas poderosas nações da Europa? Inglaterra e França vinham se dilacerando por décadas na terrível Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Todos viviam marcados por toda espécie de instabilidade. Não foi difícil nesse ambiente de medo e insegurança generalizada, florescer misticismos e fanatismos religiosos de diversas naturezas. O povo se apegava a qualquer proposta que vislumbrasse a salvação.

É nesse contexto crítico, onde a guerra, a fome e a peste aterrorizavam a todos, que surgiu a pequena Joana, dizendo-se iluminada, instrumento divino, pelo qual manifestaria a vontade do Senhor, que era a de trazer a ordem, a paz, a prosperidade e o triunfo da nação francesa. Segundo ela, as vozes do arcanjo São Miguel, Santa Catarina e Santa Margarida teriam não só estimulado, mas como determinado a missão de Joana d’Arc.

Em Chinon, no quarto domingo da Quaresma, em 6 de março de 1429, ela se encontrava, finalmente, com o delfim para anunciar que ele seria brevemente coroado em Reims. “Joana fanaticamente inspirada; – conta Sackville-West – Carlos desejando apenas ser deixado em paz; Joana determinada a salvar a França e acreditando ter sido celestialmente designada para isso; Carlos ligando nada para a França, desde que pudesse manter algumas províncias agradáveis e castelos onde pudesse levar uma vida de prazeres e sossego”.

Mesmo assim, Joana soube impor sua vontade ao soberano. Era dotada de excepcional intuição (não era ilustrada), cuja determinação e coragem superaram a de quase todos os grandes guerreiros e estrategistas da época. Vitoriosa em Orleans, Joana gozou de popularidade e não se acanhava em discutir, em pé de igualdade, com os poderosos de seu tempo. Era curioso observar como os comandantes, os oficiais, eram levados a aceitar o que aquela menina ordenava, seja para atacar ou fazer trégua. Não era fácil também, para seus admiradores, como o duque de Alençon, “conduzir uma virgem enviada pelos céus através de um país infestado por bandos de guerreiros”. Autoritária, decidida. Fanática? Santa? O que importa é que foi coerente até o fim. Quando foi capturada pelos inimigos, não contou com o apoio de Carlos. A heroína teria de amargar o calvário das acusações, dos insultos, da tortura, até a morte na fogueira, em Rouen. Sackville-West percorre, passo a passo, a trajetória dessa fascinante e misteriosa criatura, santa da Igreja.

Hermes Rodrigues Nery.
Publicado originalmente em www.votocatolico.com.br | São Paulo, 07 de Julho de 2011.

17 de jul. de 2011

Aplaudido, Boff critica os últimos papas.


O professor e teólogo Leonardo Boff eletrizou o auditório do congresso ao relembrar a história da Teologia da Libertação, em uma palestra sobre os 40 anos de atuação do movimento de esquerda que revolucionou a Igreja Católica no Brasil e na América Latina.

Os 360 participantes aplaudiram de pé quando Boff e seu colega, padre João Batista Libânio, afirmaram que a Teologia da Libertação continua viva e presente nos movimentos sociais, apesar de ter sido “incompreendida, difamada, perseguida e condenada pelos poderes deste mundo”, civis e eclesiásticos.

A prova, segundo Boff, são o Partido dos Trabalhadores, o Movimento dos Sem-Terra, o Conselho Indigenista Missionário, a Comissão Pastoral da Terra e outras pastorais.

“Nunca, na história do cristianismo, os pobres ganharam tanta centralidade”, disse o ex-frade franciscano, que abandonou o convento e o ministério sacerdotal, mas não perdeu a fé nem deixou de ser teólogo, após ter sido punido pelo então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger, atualmente papa Bento XVI, após a publicação do livro Igreja, Carisma e Poder, de 1981.

Boff afirmou que João Paulo II e Bento XVI tentaram barrar a Teologia da Libertação. “Ratzinger entrará na história como inimigo dos pobres”, disse. “A teologia se inspira no Cristo libertador e não no marxismo, que já morreu”, advertiu. “Marx não foi pai nem padrinho da Teologia da Libertação.”

Folha de São Paulo revela: NÃO É possível colocar 4 milhões de pessoas na Paulista

No vídeo abaixo o jornal Folha de São Paulo decidiu explicar sobre o grande número de pessoas presentes na Parada Gay. Conforme citado pela mídia, houve mais de 4 milhões de pessoas presentes na última Parada Gay, realizada em SP. Isso é extremamente impossível. O site Pantokrator já havia desmentido esta informação embasado em cálculos.

Assita ao vídeo:



Como se pode observar, os cálculos mostram que é completamente impossível colocar 4 milhões de pessoas na Paulista, como noticiou a mídia sob informação dos organizadores do evento. Se não é possível, fica-me a pergunta: Por que mentiram? Por que aumentaram o ponto?

É claro, meus irmãos e irmãs, que o objetivo deste aumento na informação é para manipular a população, colocando verdadeira pressão psicológica para que, assim, todos aceitem que uma minoria imponha suas ideologias à maioria (e corretamente expressou isto em seu excelente artigo o jornalista Ruy Fabiano).

Se os agentes da causa gay trabalham embasados em mentiras, como dar-lhes os créditos de que só 'desejam ser respeitados'? É, então, possível, respeitar um movimento que vilipendia o direito do outro? Que se apóia na mentira? Que para ver os seus supostos direitos respeitados mentem, enganam o povo, transformando a verdade que eles querem crer para nos pressionar, nos privar dos nossos direitos?

Não se enganem, meus irmãos. A mentira é demoníaca. E o demônio é o seu pai.

Vaticano: Bispo chinês ordenado ilegitimamente está excomungado

Vaticano, 16 Jul. 11 / 08:28 pm (ACI/EWTN Noticias)

O Escritório de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje um comunicado no qual assinala que o sacerdote Giuseppe Huang Bingzhang, ordenado sem a autorização do Papa, na quinta-feira 14 de julho na localidade chinesa de Shantu, se encontra excomungado.

No mesmo dia da ordenação, o Diretor do Escritório de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, qualificou o fato como algo "doloroso e preocupante" para aIgreja Universal.

No texto publicado hoje em inglês, italiano e chinês, se precisa ademais que o sacerdote Huang Bingzhang, não é reconhecido pela Santa Sé “como Bispo da diocese do Shantou” e que ademais não possui “a autoridade de governar a comunidade católica diocesana".

Seguidamente se recorda que o sacerdote já havia sido informado há bastante tempo que "não podia ser aprovado pela Santa Sé como candidato episcopal, dado que a diocese de Shantou já tem um Bispo legítimo, por isso em distintas ocasiões se solicitou ao reverendo Huang não aceitar a ordenação episcopal".

O texto também destaca que a Santa Sé estava informada por distintas fontes de que alguns bispos, contatados pelas autoridades civis, "tinham manifestado a própria vontade de não participar de uma ordenação ilegítima, realizando algumas formas de resistência, diante das quais os prelados teriam sido obrigados a participar".

O Vaticano expressa que este tipo de resistência "é meritório ante Deus, e suscita apreço em toda a Igreja. Igual apreço é dirigido para a aqueles sacerdotes, às pessoas consagradas e aos fiéis que defenderam seus pastores, acompanhando-os neste difícil momento com a oração e compartilhando seu íntimo sofrimento".

Com efeito, perante o anúncio da ordenação ilegítima, os católicos da China fiéis ao Papa protestaram na frente do escritório do governo solicitando não o evento não fosse realizado, e devido ao fato de que as autoridades chegaram ao ponto de prender alguns bispos para obrigá-los a participar.

Em seus protestos, informou a agência UCAnews.com, os fiéis expressaram que uma ordenação ilegítima "constitui uma grave falta de respeito à Igreja".

O comunicado de hoje assinala ademais que "a Santa Sé reafirma o direito dos católicos de poder atuar livremente, seguindo a própria consciência e permanecendo fiéis ao Sucessor do Pedro em comunhão com a Igreja universal".

Finalmente o texto afirma que "o Santo Padre tendo conhecimento destes fatos, deplora uma vez mais como é tratada a Igreja na China e alenta que possam ser superadas o antes possível as presentes dificuldades".

A China só permite o culto católico à Associação Patriótica Católica da China, subordinada ao Partido Comunista chinês, e rechaça a autoridade do Vaticano para nomear bispos ou governá-los. A Igreja Católica fiel ao Papa não é completamente clandestina; porém é assediada constantemente.
As relações diplomáticas entre a China e o Vaticano foram interrompidas em 1951, dois anos depois da chegada ao poder dos comunistas que expulsaram os clérigos estrangeiros.



16 de jul. de 2011

Francisco Fernández Carvajal medita sobre o joio da má doutrina.



I. O SENHOR PROPÕE‑NOS no Evangelho da Missa a parábola do trigo e do joio1. O mundo é o campo em que o Senhor semeia continuamente a semente da sua graça: semente divina que, ao arraigar nas almas, produz frutos de santidade. Com que amor Jesus nos dá a sua graça! Para Ele, cada homem é único, e, para redimi‑lo, não vacilou em assumir a nossa natureza humana. Preparou‑nos como terra boa e deixou‑nos a sua doutrina salvadora. Mas enquanto os homens dormiam, veio o inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi‑se.

O joio é uma planta que nasce geralmente no meio dos cereais e que cresce ao mesmo tempo que eles. É tão parecido com o trigo que se torna muito difícil ao olho experiente do lavrador distingui‑lo do trigo antes de se formarem as espigas. Mais tarde, diferencia‑se pela sua espiga mais fina e pelo fruto minúsculo; distingue‑se sobretudo porque o joio não só é estéril como, além disso, misturado com a farinha boa, contamina o pão e é prejudicial ao homem2. Semear joio entre o trigo era um caso de vingança pessoal que se dava não poucas vezes no Oriente. As pragas de joio eram muito temidas pelos camponeses, pois podiam chegar a inutilizar toda a colheita.

Os Santos Padres viram no joio uma imagem da má doutrina, do erro3, que, sobretudo nos começos, pode confundir‑se com a própria verdade, “porque é próprio do demônio misturar o erro com a verdade”4 e é difícil distingui‑los; mas, depois, o erro sempre produz conseqüências catastróficas no povo de Deus.

A parábola não perdeu atualidade: muitos cristãos dormiram e permitiram que o inimigo semeasse a má semente na mais completa impunidade; surgiram erros sobre quase todas as verdades da fé e da moral. É necessário que vigiemos dia e noite, e não nos deixemos surpreender; que vigiemos para podermos ser fiéis a todas as exigências da vocação cristã, para não deixarmos prosperar o erro, que leva rapidamente à esterilidade e ao afastamento de Deus. É necessário que vigiemos sobretudo o nosso coração, sem falsas desculpas de idade ou de experiência, pois o coração é um traidor, e tem que estar fechado a sete chaves5.

II. O ERRO E A IGNORÂNCIA produziram muitos estragos. O profeta Oséias, olhando para o seu povo e vendo‑o longe da felicidade para a qual estava chamado, escreveu: O meu povo definha por falta de ciência6. Quantas pessoas não andam metidas na tristeza, no pecado, no desconsolo, na maior das desorientações, por desconhecerem a verdade de Deus! Quantos não se deixam arrastar por modas ou pelas idéias que uns poucos homens situados em lugares de influência impõem, ou são arrastados por falsos raciocínios, com a cumplicidade tão freqüente das más paixões!

O inimigo de Deus e das almas sempre lançou mão de todos os meios humanos possíveis. Vemos, por exemplo, que ora se desfiguram umas notícias, ora se silenciam outras; ora se propagam idéias demolidoras sobre o casamento, por meio dos seriados de televisão de grande alcance, ora se ridiculariza o valor da castidade e do celibato; propugna‑se o aborto ou a eutanásia, ou semeia‑se a desconfiança em relação aos sacramentos e se dá uma visão pagã da vida, como se Cristo não tivesse vindo redimir‑nos e lembrar‑nos que o Céu nos espera. E tudo isto com uma constância e um empenho incríveis. O inimigo não descansa.

Nós, que queremos seguir os passos do Mestre, não vamos ficar calados, como se as coisas fossem irreparáveis e já nada tivesse remédio. Pode‑se imprimir um rumo diferente à história, porque não está predestinada para o mal e Deus nos deu a liberdade para que saibamos conduzi‑la até Ele.

É uma tarefa de todos: a cada cristão, esteja onde estiver, compete‑lhe a missão de tirar os homens da sua ignorância e dos seus erros. Ainda que haja profissões que possam ter uma maior influência na vida pública, todos podemos e devemos semear a boa semente com simpatia, com amabilidade, com oportunidade, na própria família, entre os amigos, entre os colegas de trabalho ou de estudo: esclarecendo os erros com a serenidade e a segurança de quem tem a verdade do seu lado, facilitando aos outros os meios de formação oportunos, como umas palestras de formação religiosa, aconselhando‑lhes um bom livro de conteúdo doutrinal sério, animando‑os com o exemplo pessoal a comportar‑se como bons cristãos.

Muitos sentir‑se‑ão fortalecidos pela nossa conduta serena e firme, e estimulados por sua vez a enfrentar essa avalanche de má doutrina que parece irreprimível: eles próprios se converterão em focos de luz para muitos que andam na escuridão. E veremos como em tantos casos se cumprirão aquelas palavras dirigidas por Tertuliano ao mundo pagão que rejeitava a doutrina de Jesus Cristo: Deixam de odiar os que deixam de ignorar7.

Devemos tirar o máximo proveito das mil oportunidades que a vida ordinária nos oferece, para semear a boa semente de Cristo: numa viagem, ao ler o jornal, ao falar com os vizinhos, a propósito da educação dos filhos, ao participar nos organismos de classe... Em muitas ocasiões, elas surgirão espontaneamente, como parte da vida; noutras, com a ajuda da graça e com garbo humano, saberemos provocá‑las. Assim estaremos a serviço de Cristo; somos a sua voz no mundo. Assim não cairemos no sono, que foi a ocasião que o inimigo aproveitou para semear o joio.

III. A ABUNDÂNCIA DE JOIO só pode ser enfrentada com maior abundância ainda de boa doutrina: vencer o mal com o bem8, com o exemplo da vida e a coerência da conduta. O Senhor chama‑nos para que procuremos a santidade no meio do mundo, no cumprimento dos deveres quotidianos; e esta chamada reclama de nós uma presença ativa nas realidades humanas nobres que de alguma maneira nos dizem respeito. Não basta lamentar‑se perante tantos erros e perante meios tão poderosos para difundi‑los, sobretudo num momento em que “uma sutil perseguição condena a Igreja a morrer de inanição, expulsando‑a da vida pública e, sobretudo, impedindo‑a de intervir na educação, na cultura, na vida familiar.

“Não são direitos nossos: são de Deus, e foi Ele que os confiou a nós, os católicos..., para que os exerçamos!”9

É hora de sairmos à luz do dia de peito descoberto, com todos os meios, poucos ou muitos, que tenhamos ao nosso alcance, e com a disposição de não deixar de aproveitar uma só ocasião que se nos apresente. Devemos também dizer aos nossos amigos, aos que seguem ou começam a dar os primeiros passos em seguimento do Mestre, que Ele precisa de nós para que tantas pessoas não fiquem sem conhecê‑lo e sem amá‑lo. Hoje podemos perguntar‑nos na nossa oração: o que posso eu fazer – na minha família, no meu trabalho, na escola, no agrupamento social ou esportivo a que pertenço, entre os meus vizinhos... – para que Cristo esteja realmente presente com a sua graça e a sua doutrina nessas pessoas? De que meios posso servir‑me com mais proveito para aproximá‑los de Deus?

As modas passam, e, quanto àqueles aspectos contrários à doutrina de Jesus Cristo que possam perdurar, nós os mudaremos com empenho, com alegria, com santa persistência humana e sobrenatural. A primeira Leitura da Missa anima‑nos a confiar no poder de Deus: Tu mostras o teu poder àqueles que duvidam de que sejas soberanamente poderoso, e confundes a audácia dos que não te reconhecem10. Nada é inevitável, tudo pode tomar outro rumo, quando há homens e mulheres que amam a Cristo e estão santamente empenhados em fazer com que os costumes estejam mais de acordo com o querer de Deus.

Para isso é necessária a ajuda da graça, que não falta, e é necessário que cada um, cada uma, queira realmente ser instrumento do Senhor no lugar em que está, para mostrar com o seu exemplo e com a sua palavra que a doutrina de Jesus Cristo é a única que pode trazer a felicidade e a alegria ao mundo:
“«Influi tanto o ambiente!», disseste‑me. E tive que responder: – Sem dúvida. Por isso é mister que [...] saibais levar convosco, com naturalidade, o vosso próprio ambiente, para dar o «vosso tom» à sociedade em que viveis.

“– E, então, se apreendeste esse espírito, tenho a certeza de que me dirás com o pasmo dos primeiros discípulos ao contemplarem as primícias dos milagres que se operavam por suas mãos em nome de Cristo: «Influímos tanto no ambiente!»”11
(1) Mt 13, 24‑43; (2) cfr. F. Prat, Jesucristo, su vida, su doctrina, su obra, 2ª ed., Jus, México, 1948, vol. I, pág. 289; (3) cfr. São João Crisóstomo, Homilias sobre o Evangelho de São Mateus, 47; Santo Agostinho, em Catena aurea, vol. II, pág. 240; (4) São João Crisóstomo, em Catena aurea, vol. II, pág. 238; (5) cfr. Josemaría Escrivá, Caminho, n. 188; (6) Os 4, 6; (7) Tertuliano, Ad nationes, 1, 1; (8) cfr. Rom 12, 21; (9) Josemaría Escrivá, Sulco, n. 310; (10) Sab 12, 17; (11) Josemaría Escrivá, Caminho, n. 376.

Fonte: http://www.hablarcondios.org/pt/meditacaodiaria.asp

Comentário do Evangelho do XVI Domingo do Tempo Comum Ano A 17/07/2011. Nas palavras do Padre Mateus Maria.



Continuação da Parábola do Semeador. Na continuação desta parábola o Senhor diz que a semente agora que cai em terra boa, dá frutos, mas neste campo, que é o nosso coração, nele ainda é semeado pelo maligno o joio, o mal, o qual será separado após o tempo da graça, no dia da colheita... para meditar, assista o vídeo.
Caso não abrir clique: http://pt.gloria.tv/?media=175447

Carta aos consagrados

Se você é um consagrado conforme a fórmula de São Luís Maria Montfort, ou pretende sê-lo, você precisa ler esta carta!







Muitos de nós, no ano passado, tivemos a graça de fazer a nossa CONSAGRAÇÃO TOTAL à Nossa Mãe Santissima, pelo método que São Luis Maria Montfort nos ensina no seu maravilhoso "Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem", em uma campanha que veio do Coração de Maria, envolveu e chamou atenção dos católicos de todo o Brasil.




Porém, sabemos que a Consagração Total NÃO é um fim, mas um ÍNÍCIO: o alistamento em um exército, o Exército da Mulher Vestida de Sol (Ap 12), Temível como um Exército em Ordem de Batalha (ct 6,10); uma batalha pelo cumprimento dos planos de Maria, para trazer para o mundo o Triunfo do Seu Imaculado Coração, como Ela prometeu em Fátima, a começar por este Triunfo em nossas vidas. 





Isto se dará através da nossa tomada de posse do que significa ser um CONSAGRADO, o que para nós precisa ser uma busca diária.





O Beato João Paulo II, Beatiificado hoje pelo Santo Padre Bento XVI, se e consagrou totalmente a nossa Mãe Santíssima com o lema "Totus Tuus" ("Todo Teu", "Todo de Maria..."), e é para nós MODELO DE CONSAGRAÇÃO.

Hoje, no dia 01 de Maio, primeiro dia do Mês de Maria, data que o Céu inteiro se alegra pela Beatificação do "Papa de Maria", nossa Santa Mãe Igreja nos confirma, este caminho de Consagração a nossa Mãe Santíssima, que João Paulo II tão bem viveu e testemunhou.

O Apocalipse mostra a visão o "Cavaleiro Branco", que "tinha um arco, foi-lhe dada uma coroa e Ele partiu como Vencedor para tornar a vencer" (cap. 6,1). A tradição da Igreja (Papa Pio XII, alocução de 15/11/1946) vê neste Cavaleiro o próprio Jesus, que na Páscoa vence a Morte, o Pecado e o Demônio, e é Hóstia Branca no Altar;  portanto, podemos ver também, no Cavaleiro Branco, a figura do Único Representante de Cristo na Terra, que é o Papa. João Paulo II,, Cavaleiro vestido de branco que percorreu o mundo "como vencedor para tornar a vencer", hoje recebe a Coroa da Beatificação! É o Papa de Maria, que percorreu o mundo como Vencedor, e em suas inumeráveis viagens, levou o Amor de Jesus e Maria aos povos, aos jovens, a filhos que foram inflamados por tão Grande Amor. 

É São Pedro e a Virgem Maria hoje, que como no tempo dos Apóstolos, cuidam da Igreja. Dão a vida (Jo 10,11), dão Vida (Jo 14,6) e alimentam os filhos (Jo 21,15). Estamos com Bento XVI, estamos com João Paulo II, estamos com Maria. Estamos com a Igreja.

E como João Paulo II, nós, enquanto Consagrados a Nossa Mãe Santíssima, somos chamados a ser cada vez mais Dela, tomando posse a cada dia CONSAGRAÇÃO TOTAL que fizemos.



Tomamos, então, a liberdade de apresentar, aos que já fizeram a sua CONSAGRAÇÃO TOTAL pelo método de São Luis Montfort, algumas sugestões para vivermos cada vez mais nossa Consagração:




1. Não passar um dia sequer sem rezar o Terço; e o quanto for possível, caminhar para rezar o Rosário completo (com os 4 terços). O Rosário é o "samba-de-uma-nota-só" das mensagens de todas as Aparições Marianas!




2. Valorizar mais o Santo Escapulário, que a nossa Santíssima Mãe revelou a São Simão Stock (na Inglaterra, em 1251); a Medalha Milagrosa, que Ela revelou a Santa Catarina Labouré (em Rue du Bac, França, 1830), e outras formas externas de Devoção Mariana.





3. Rezar todos os dias a Fórmula da Consagração, escrita por São Luis ("Consagração de si mesmo a Sabedoria Encarnada pelas Mãos da Santíssima Virgem"). Isso lembra os nossos corações daquilo que somos chamados a ser!




4. Reler o "Tratado", tê-lo como "livro de cabeceira, a exemplo do Beato João Paulo II





5. Ler a obra "Glórias de Maria" (de Santo Afonso Maria de Ligório, Doutor da Santa Igreja)





6. Ler sobre a vida da Santíssima Virgem, Mistério ainda pra nós bastante desconhecido, através de livros preciosos a tradição católica. Recomendamos: 


- ler, na obra "Glórias de Maria" (de Santo Afonso Maria de Ligório), Tratados II e III da Parte 2 do livro, que falam sobre Sua Vida (os tratados se chamam "As Dores de Maria" e "As Virtudes de Maria"); 


- a parte II do vol. 5 de "A Divina Eucaristia" (de São Pedro Julião Eymard), chamada "A Vida Eucarística de Maria no Cenáculo";


- a obra "A Santíssima Virgem Maria" (da Beata Catarina Emerich, beatificada pelo próprio Beato João Paulo II, a mesma que inspirou Mel Gibson no Filme da Paixão);


- a obra "Mística Cidade de Deus" (da Serva de Maria de Agreda, declarada Venerável pelo Papa Clemente X);






7. Ouvir a Voz de Maria, lendo sobre suas aparições e mensagens. Pode-se usar para isso:





- o livro “Aos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”, do Pe. Stéfano Gobbi; 





- o livro “Memórias de Irmã Lúcia”, com os relatos das aparições de Fátima; 





- outras Aparições Marianas (havendo dúvidas sobre a veracidade, recomendamos que se busque as aparições oficialmente aprovadas por Roma – como Fátima, Lourdes, Rue du Bac, Guadalupe, La Sallete, Akita -; ou ao menos as aparições ou locuções que receberem aprovação dos Bispos Locais para a divulgação); recomendamos que se assista um vídeo confiável sobre as Aparições Marianas; recomendamos este:





http://cormariaeonline.blogspot.com/2011/03/video-aparicoes-marianas-no-sec-xx.html 




8. Propagar a CONSAGRAÇÃO TOTAL; formar grupos para preparar mais pessoas a se Consagrarem; ver o o artigo "Como formar grupos de preparação para a Consagração Total?":


9. Divulgar a proposta do ANO MARIANO em 2012-2013, pelos 300 anos do "Tratado". Rezar por esta intensão, assinar e divulgar a Petição Eletrônica dirigida ao Santo Padre Bento XVI suplicando o Ano Mariano, através de link (com vídeo do Pe. PAULO RICARDO):






10. Divulgar o I Encontro "Consagra-te", que acontecerá no dia 26 de Junho de 2011 em Várzea Grande-MT (ao lado de Cuiabá), com pregação do PE. PAULO RICARDO! Saiba mais em nossa página de divulgação do Consagra-te:





http://cormariaeonline.blogspot.com/2011/04/primeiro-encontro-consagra-te-com-pe.html


Consagrados:


É Tempo da Páscoa. Vivamos este Tempo Pascal com a nossa Mãe Santíssima. 


Diz a tradição católica que Jesus Ressuscitado, antes mesmo de se manifestar a Santa Maria Madalena e aos Santos Apóstolos, se manifestou a Sua Querida Mãe, que viveu a Sua dolorosa "Soledade" no Sábado Santo.


Que a Presença da Santíssima Virgem junto de nós nos traga mais e mais a Presença e a Manifestação do Seu Diviníssimo Filho, que está Vivo e Presente em Corpo Glorioso na Hóstia Consagrada. 





Este é o caminho para um dia ressuscitarmos junto com Jesus e Maria, que já estão com Seus Corpos Gloriosos Ressuscitados e presentes no Céu. E perto, muito perto dos Seus Consagrados e Escravos por Amor!


Não há ser humano mais livre do que aquele que é escravo da Rainha do Céu!




No Jardim do Imaculado Coração da Santíssima Virgem,




Indignos Escravos por Amor, do blog Cor Mariae

A cultura está acima da vida?

Lembro-me de quando trabalhava numa paróquia a visita de alguns chineses à cidade. Passaram na paróquia a pedido da Universidade daqui, não me lembro porquê.

Enquanto olhavam a igreja, perguntaram ao padre sobre Jesus. Não sabiam nada sobre Ele. Nada mesmo. Isso não é novidade, dada a realidade política dos chineses. Contudo, o padre disse-lhes, após explicar sobre quem é Jesus, que jamais uma vida pode estar inferiorizada a uma cultura, seja ela qual for.

Pode parecer estranho alguém dizer isso, haja vista todas as vidas fazerem parte de uma cultura. Mas a cultura é um meio, e não o caminho, de uma vida. É por meio da cultura que conhecemos tudo, que aprendemos valores, que traçamos nossa caminhada. Porém, jamais podemos diminuir a vida em nome de uma cultura, porque sabemos que a vida é o maior bem. Até uma barata, pressentindo o perigo, foge para se salvar. Logo, a qualquer um, a vida é o maior valor.


Sabemos que na Cultura Índigena há uma diversidade. Existem índios que usam do antropofagismo como ritual para fortificar o guerreiro; outras onde há mais pacifismo; outras que, ao perderem um ente querido, cremam-o e comem as cinzas, e outras onde a morte pode ser o preço de algo que, na visão deles, está errado. Exemplo disso é o assassinato de bebês e/ou crianças. Segundo algumas culturas, quando a criança nasce com problemas mentais e/ou físicos, ou quando a mãe pari gêmeos, ambos devem ser mortos. A justificativa é a de que a criança deficiente não conseguirá sobreviver sozinha na selva, e os gêmeos representam um o bem, o outro o mau. Como não se sabe quem é quem, mata-se os dois.

Muitos antropólogos me diriam que eu devo respeitar uma cultura assim; no entanto eu entendo que a vida jamais pode estar aquém de nada. Até porque, é muito fácil discutirmos sobre o poder ou não de uma cultura quando não a vivemos. Enquanto muitos discutem o direito de que índios possam matar seus filhos, crianças estão sendo ceifadas na tenra flor da idade. Não são nossos filhos, nossos netos ou nossos sonhos que são enterrados vivos, mas crianças que perdem a oportunidade de darem voz à sua existência em nome de uma cultura que não os torna livres.

Por mais que a cultura índigena traga semelhanças da realidade selvagem, eles são pessoas dotadas de corpo, alma e espírito. E como seres tridimensionais, devem valorizar o "veículo" que isto carrega, que é a vida, dada por Deus por amor.

Apesar de os Jesuítas terem - e muito - ajudado os índios, a Igreja é vista como má por tê-los catequisado. Má é a nossa omissão em permitir que ainda exista culturas assim, que punam uma vida com a morte. Jamais, por qualquer circunstância, uma vida pode estar abaixo de nada. A catequisazão indígena não foi para privá-los de sua cultura, mas para purificá-la. E isso não ocorreu apenas com eles, mas com todos onde a Igreja colonizou ao longo da história.

Neste vídeo vemos crianças sendo enterradas vivas. Apenas uma é salva pelo irmão, que teve compaixão, que viu naquela vida algo aquém de qualquer cultura. O cacique até diz que teve pena e desejou morrer com o menino que não teve a mesma sorte que a outra menina, porém, ele nada fez, e sim, permitiu que, em nome da cultura, o feito se consumasse.

Até quando veremos cenas como esta? Até quando, em nome de culturas, justificaremos o injustificável?

Faça sua parte! Luta em prol da vida! Clique aqui e saiba como ajudar!
Que Deus tenha piedade das almas dos índios que morrem de maneira tão cruenta, fria e vil.

Do que o meu filho pode brincar?

A foto ao lado gerou a maior polêmica no Face Book de uma amiga. Ela quis comprá-lo para a sua filhinha de um ano e pouquinho. Houve pessoas que acharam o fim da picada. Teve, também, os que defenderam arduamente. Achei tão interessante o debate que resolvi transformá-lo em artigo, que agora faço.

As feministas, que tanto acreditam terem feito um bem às mulheres, dando-lhes a oportunidade de trabalhar fora, mal sabem quanto mais ocupações colocaram nas costas das mesmas. Se elas vissem este brinquedo certamente quereriam queimá-lo em praça pública, de preferência se a mesma fosse em frente a uma Igreja Católica. Aproveitariam até para levarem cartazes apoiando aborto (porque vc sabe, feminista, quando vai a manifestação, mesmo que seja para reclamar do preço da carne, luta pelo aborto. Impressionante!).Costumo dizer que o dia que eu encontrar a feminista que teve a 'brilhante' ideia de queimar sutiã em praça pública vou encher a cara dela de supapo. Por causa dela, eu, Evelyn, tenho que ter dezenas de turnos: em casa, no serviço fora de casa, com filhos... E quem é mãe sabe como isso é corrido. 

Particularmente, eu a-do-ra-ria ficar em casa mais tempo, sabiam? Nossa, como eu queria ter um serviço meio período pra poder cuidar da casa, do marido, do filho... Mas nos dias de hoje o mercado de trabalho não ajuda nossos maridos. Cada dia mais exigem experiência disso, curso daquilo, e vai afunilando, e o salário é baixo... Infelizmente a gente acaba tendo que sair de casa mesmo. Por isso eu acho interessante a ideia de o marido ajudar a esposa em casa quando a mesma trabalha fora para ajudá-lo financeiramente. Se o casal não agir como uma equipe, em que um ajuda o outro, e por amor, fica difícil ser feliz... Agora, como um marido vai ajudar a mulher se nunca brincou com algo 'próprio' de menina, como 'fazer comidinha'?

A grande questão que me fica é: por que não brincar de casinha (a menina E o menino)? Em miúdos: Será que dar aos filhos um brinquedinho que remeta ao serviço doméstico é formar a criança para um destino "amélico"? Cruel?

Eu não tenho filha ainda. Só tenho um menino. E ele adora me ajudar. Quando me vê com uma vassoura em mãos, corre e diz: "Dá, mãe! Minha vez!". Ele ainda não fez três anos, mas está perto. Muitas mulheres poderiam achar isso um absurdo. Os machistas, então.. me crucificariam. Mas qual o problema? Nesta brincadeira o meu filho está aprendendo que cuidar da casa é algo bom. Se não o fosse, eu, sua mãe, não estaria fazendo. Da mesma forma, quando meu marido vai lavar o carro ou limpar suas ferramentas, ele corre ajudar. Acha um barato. E nessa brincadeira ele vê que é bom o que o pai faz.

A questão é que além de ser uma brincadeira em que as crianças imitam seus pais, referenciais por excelência - ou que deveriam ser - é próprio da mulher os afazeres domésticos, bem como o do homem os outros afazeres. Instigar a criança a 'brincar' com coisas que fará na vida adulta não é, nem nunca será, uma forma de 'atrasá-la' intelectualmente, e sim, prepará-la, formá-la para os outros desempenhos que deverá tomar.

Sendo assim, não vejo problema algum em pais que dão às suas filhas brinquedos que arremetam aos afazeres domésticos, nem aos filhos com serviços próprios dos homens (como oficina, jardinagem...). Aliás, eu, como mãe e professora, sou super a favor que os pais, além de darem brinquedos próprios dos sexos, troquem os brinquedos também. Exemplificando: o filho também precisa saber brincar de boneca. Não vai virar um afeminado por isso. A filha também pode ganhar um carrinho sem com isso crescer masculinizada. Vejo isso como uma preparação para o futuro. Quando adulto, seu filho será pai. E se for menina? Como saberá brincar de boneca com ela se nunca teve a experiência? E a menina? Como vai saber lidar com o carro se na infância o pai nunca lhe deu um?

Eu pretendo ensinar o meu filho não só a brincar com brinquedos 'próprios' de meninas, como também os afazeres domésticos, bem como exigirei que meu esposo o ensine tudo que um homem tem que saber (desde trocar uma lâmpada a fazer uma gambiarra no motor do carro até chegar à oficina). Contudo, vou me esforçar em colocar no coração dele que não seja como muitos casais que ficam disputando quem trabalha mais fora e/ou dentro de casa sob pretexto de não se ajudarem. Quero que ele aprenda tudo para fazer por AMOR, além de ser livre, pois quanto mais aprendemos, mais livres somos.

Penso que as brincadeiras - e os brinquedos - ajudam a quebrar paradigmas e tabus que muitas vezes colocamos. Dar aos meninos brinquedos 'típicos' de meninas, e às meninas, 'típicos' de meninos, é fazer com que ambos aprendam como lidar com o mundo do outro. Dar às crianças brinquedos domésticos e/ou que façam menção a profissões é dar-lhes na infância gosto para possíveis profissões  e ações inatas que exercerão no futuro.

Por fim, eu sou gêmea com um menino. Nós brincávamos de carrinho e de boneca juntos. Não disvirtuamos nossa sexualidade por isso, nem somos retrógrados intelectuais por este motivo. Certamente, quando ele tiver um filha, lembrará quando brincava de bonecas, pois brincar de carrinho na infância foi muito útil para mim quando o meu menininho chegou.

Agora, por favor, com licença. Meu neném tá querendo brincando de trator comigo. Fui!