16 de dez de 2011

Os dogmas sem sentido do Espiritismo

Por Jorge Ferraz

Um espírita revoltado não gostou quando eu disse aqui que o espiritismo era ilógico. No entanto, responder que é bom… nada. Preferiu rasgar as vestes e ter um ataque histérico, reclamando da nossa ignorância e do nosso fanatismo.

Vou dizer de novo (só que com outras palavras) o que eu disse lá e provocou a ira furibunda do seguidor da doutrina de Kardec: cada “resposta” oferecida pelo espiritismo suscita um sem-número de outras perguntas cujas explicações, em última instância, precisam ser aceitas sem comprovação alguma. Isto não é de per si um demérito; mas chega ser irônico como alguns espíritas reclamam dos dogmas do Cristianismo e, apresentando a sua religião praticamente como uma ciência cartesiana, convenientemente “se esquecem” dos muitos princípios de seu sistema que, nada possuindo de intuitivo, precisam simplesmente ser aceitos sem discussão. Dogmas por dogmas, eu prefiro os nossos. Ao menos eles fazem sentido. E o fato da Ressurreição de Cristo é evidência forte o suficiente para persuadir os homens de boa vontade e de bom senso da veracidade dos dogmas cristãos. Já quanto ao espiritismo… que evidência ele nos apresenta para que acreditemos em coisas tão inverossímeis?

Por exemplo, repetindo o que eu dizia lá nos comentários: os “espíritos superiores” de Kardec dizem que todos os planetas são habitados (Livro dos Espíritos, q. 55). Ora, não foi encontrado até hoje um único planeta habitado sequer por uma bactéria. Como é possível que os “espíritos superiores” não soubessem disso? A resposta espírita tradicional diz que os planetas são habitados sim, mas… por “vida espiritual”. E assim, ressignificando um trecho dos seus livros sagrados, transportam convenientemente a discussão para a esfera das coisas que não são verificáveis e onde eles, por definição, não podem ser desmentidos. Que evidência existe de que haja “vida espiritual” em Marte? Esta afirmação serve tão-somente para salvaguardar os “espíritos superiores” da realidade dos fatos que os contradiz abertamente.

Mais: a população mundial (ainda) está crescendo, o que significa que nascem mais pessoas do que morrem – i.e., “encarnam” mais almas do que “desencarnam”. De onde vêm estas almas? A resposta padrão é que existem muitos outros mundos “inferiores”, nos quais as almas “evoluem” até que se tornem aptas para “encarnar” no nosso mundo. De novo: qual o indício que nós temos de que existem mundos inferiores e superiores habitados por espíritos em constante evolução? Ao invés disso, não está claro que esta afirmação gratuita não tem outro propósito que não salvar a teoria de Kardec de uma flagrante contradição matemática?

É dito, também, que Nosso Senhor não ensinou abertamente a reencarnação porque a humanidade ainda não estava suficientemente evoluída para entendê-la, e esta é a mais absurda das pretensões espíritas. Porque acontece que a metempsicose – que outra coisa não é que não a reencarnação kardecista – é uma doutrina mais velha do que a fome, sendo já conhecida de muitos povos muito antes de Cristo. Como assim, a humanidade ainda não estava evoluída para conhecer uma coisa… que já conhecia há séculos?

E o que há de extraordinário nesta doutrina para que Cristo a tivesse guardado para Si – o mesmo Cristo que ensinou coisas (essas sim) incômodas e exigentes como “amai os vossos inimigos”? Por qual motivo a reencarnação seria sublime demais para a mentalidade (grosseira, concedamos) dos homens do primeiro século, se Cristo não Se furtou a ensinar-lhes o “quem não tem pecado que atire a primeira pedra”? Qual a razão para Nosso Senhor ter esperado 18 séculos para ensinar uma doutrina velha e cômoda, quando não esperou nada para proferir o Sermão da Montanha que, este sim, é novo e revolucionário? Colocando lado a lado os Evangelhos e os Livros Básicos da Doutrina Espírita, não resta nenhuma dúvida de que a novidade mais elevada encontra-se nos primeiros e não nestes últimos. Por que o ensinamento mais elevado foi logo transmitido para os homens mais rudes e, ao mesmo tempo, a doutrina mais grosseira precisou esperar a evolução da humanidade para se fazer conhecida?

Enfim, todo mundo é livre para acreditar naquilo que quiser. Mas todo mundo tem a obrigação moral de ter senso crítico e, em particular, de não atacar na doutrina alheia aquilo de que a sua própria doutrina está repleta. Todo mundo está obrigado a procurar a Verdade e, nesta busca, todo mundo tem o dever de ser honesto consigo mesmo e abandonar as próprias convicções tão logo elas se mostrem falsas. As afirmações gratuitas, não-intuitivas e até mesmo ilógicas precisam se multiplicar para manter o espiritismo de pé! Como eu dizia no início, ao menos os nossos dogmas têm fundamento: um Fundamento vivo, Cristo Ressuscitado que não morre mais.

Fonte: http://www.deuslovult.org/


1 comentários:

  1. AS VÁRIAS FACES E DISFARCES DO ESPIRITISMO-ANIMISMO, OCULTISMO, MAGIA, NOVA ERA/NWO E CONEXÕES COM O SATANISMO
    A Igreja Católica proíbe a idolatria, como: consultar advinhos, cartomantes, tarô, kardecistas, mães oupais-de-santos e horoscopistas; idem, tatuar-se de cobras, escorpiões lagartos, sinais externos de pertença ao demônio, portar amuletos, figas, patuás para evitar o mal e atrair o bem, recitar "orações fortes", correntes de oração, evocar mortos, frequentar umbanda, candomblé, vodu, ir a igrejas evangélicas quase todas - anúncios a rodo - adotantes de mesmas práticas espíritas, como expulsão de supostos maus espíritos e afastar malefícios, turbinar a vida financeira, admitir a herética teologia da prosperidade - a teologia do "ter", não do "ser" etc. - tentam a Jesus como o diabo, querendo usá-lo por interesses, são práticas condenáveis pela Igreja, pois há sensível participação de forças ocultas.
    Não é de duvidar também que muitas das supostas manifestações, comunicações mediúnicas de espiritismo são fraudes de mágicos, ocultismo ou sugestões hipnóticas de cura; aliás, não existe católico-espírita, apenas um espírita que se diz católico, como os admitentes das teorias e práticas doutro ramo, o kardecismo.
    Incluem-se sedutores filmes de aparências inocentes, estilo Harry Potter, Anime Naruto, filmes envolvendo "diabinhos, monstrinhos", etc., revistas de "bruxinhos" etc, de aparências ingênuas, mas bem engendradas maquinações de satanás indo sutilmente envolvendo a mente especialmente das crianças, aderindo às práticas até à subversão total; o método do diabo é: apertar o cerco aos poucos, até chegar à captura definitiva da pessoa a ponto de quase obstruir uma reeducação cristã.

    Idem, o mesmo conceito perverso se atribui às religiões orientais, também algo filosóficas como as práticas meditacionais da Yoga, Seicho-no-ye e outras "holísticas" de curas integrais em que há explícito panteísmo e deísmo subjetivo, em que a pessoa por práticas meditacionais pode integrar se a Deus...
    Quem diria: deixar-se submeter ao aparente inocente hipnotismo é perigoso, com riscos de dependência de mentes perversas e outros negativos; idem é o "setting" ou espiral de silêncio - a lavagem cerebral - adotado por igrejas evangélicas onde o pastor doutrina ideologias religiosas em amplificadores aos berros, gesticulando com interpelações ininterruptas e condenações às pessoas - em silêncio absoluto e concentradas nele - e nesse momento pedem dinheiro, cobram, insistem, ameaçam... São momentos em que há interferência no cérebro e a não seguidores do proposto pode causar submissão e dependência... Há de se tomar muito cuidado!
    Aliás, há igrejas evangélicas escolhendo pastores mais por dotes oratórios e manipuladores de multidões, atores de cenas teatrais e novelescas que reais conhecedores doutrinários...
    A Deus pertence o futuro e toda vez que, de alguma forma tentamos desvendá-lo, ou conhecer o oculto, para fazer ou não acontecer algo, somos tentados e consentimos no orgulho e soberba ao assim agirmos: o querermos ser como Deus, de forma implícita no mínimo; dominar o invisível à nossa volta, de forma a mantê-lo sob controle de nossos ideais e interesses.
    Há várias referências bíblicas à condenação dessas atitudes idolátricas, no AT: em Dt 18,10, Jr 28,29 2 e Is 8,9 Rm, etc., e no NT como em Mt 6,24 e Lc 16,13: Ninguém pode servir a dois senhores... E em todos e a Igreja adverte de não prática dessas ações, graves desvios na fé cristã. Confira o Catecismo Católico: 2115- 2117.
    Sem dúvida, é atestado público de desconfiança na pessoa e poder de Jesus de nos proteger e salvar plenamente, já que por duvidar ou achar que não nos protege ou atende o suficiente, recorremos a outras "forças ocultas" para suprir tal deficiência que julgamos existir de alguma forma de sua parte; quem assim procede e se mantém, está dominado; é desde já comparsa de Satanás para a eternidade afora...

    ResponderExcluir